‘Estamos juntos sempre’: veja prints de mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes
Em um dos registros, ex-banqueiro afirma que sua família, funcionários e parceiros teriam uma ‘dívida de vida’ com Moraes
Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um relatório da Polícia Federal tornado público nesta terça-feira (1º), por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, reúne uma série de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e destinadas ao contato identificado pelos investigadores como sendo do ministro Alexandre de Moraes.
Além de pedidos relacionados às investigações que envolviam o Banco Master, os registros recuperados pela perícia mostram mensagens de caráter pessoal, nas quais Vorcaro agradece ao interlocutor e afirma que ele e sua família teriam uma dívida de gratidão com Moraes e os familiares do ministro. O R7 tenta contato com Moraes. O espaço segue aberto para manifestação.
Em uma das mensagens, o ex-banqueiro escreveu: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo.”
Em outro registro, Vorcaro diz a Moraes que tem muito orgulho do ministro e que o legado dele será eterno.

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Pedidos para conter investigações
A Polícia Federal identificou uma dinâmica utilizada por Vorcaro para enviar mensagens a Moraes. O método consistia em redigir os textos em um aplicativo de notas do celular, fazer uma captura de tela e, segundos depois, encaminhar a imagem ao contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. A perícia identificou ao menos 52 notas enviadas nesse padrão.
Entre os conteúdos recuperados pela PF estão mensagens nas quais Vorcaro demonstra preocupação com apurações envolvendo o Banco Master conduzidas pelo Banco Central, pela própria Polícia Federal e pelo Ministério Público.
Em uma das notas, datada de 30 de outubro de 2025, o ex-banqueiro afirma que “G e os diretores estão na pressão máxima”. Na sequência, pede que haja uma intervenção junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem”, escreveu Vorcaro, segundo o relatório da PF.

Em outros registros, o ex-banqueiro faz questionamentos sobre possíveis medidas contra o Banco Master e busca saber se haveria alguma forma de impedir ou retardar ações.
Entre as mensagens identificadas pela perícia estão perguntas como: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, “E o Galípolo quem está pressionando isso pra fazer intervenção?”, “Mas pedido deferido por parte deles? Algo que dê para bloquear?” e “E com Andrei dá pra segurar?”.

Comunicação antes da prisão
A perícia também identificou mensagens trocadas entre os dois em 17 de novembro de 2025, horas antes da primeira prisão de Vorcaro no contexto das investigações sobre o Banco Master. O empresário foi preso no Aeroporto de Guarulhos, pouco antes de embarcar em um avião particular para deixar o Brasil.
Nos registros, o então banqueiro afirma que jornalistas estavam apurando transações envolvendo o BRB (Banco Regional de Brasília).
Segundo a PF, Vorcaro escreveu que havia feito “uma correria aqui pra tentar salvar” a situação e avaliava que a movimentação poderia “inibir” o avanço das apurações. Além disso, Vorcaro pergunta se deveria estar fora do país na segunda-feira seguinte. Veja a seguir.






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