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EUA decidem sobre tarifaço nesta quarta; Brasil espera confirmação da taxa de 25%

Governo brasileiro deve insistir em novas conversas e pode avaliar a aplicação da lei da reciprocidade

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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  • O governo brasileiro aguarda a decisão dos EUA sobre a imposição de sobretaxas de 25% a produtos brasileiros.
  • As negociações envolveram o Itamaraty e a indústria, com setores como o agronegócio sendo os mais afetados.
  • Há expectativa de adiar a cobrança e considerar a lei da reciprocidade em resposta às tarifas.
  • Produtos como carnes, café, minerais e ferro-gusa podem ser impactados, com riscos de demissões e impactos na indústria.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para tentar reverter o tarifaço, Itamaraty e indústria mobilizaram negociações com os EUA Evelyn Hockstein/Reuters - 26.10.2025

O Palácio do Planalto espera a confirmação da sobretaxa de 25% sobre os produtos brasileiros, que deve ser divulgada nesta quarta-feira (15) pelo governo dos Estados Unidos. Se confirmadas as tarifas, o governo brasileiro deve insistir em novas conversas para adiar o início da cobrança e avaliar a aplicação da lei da reciprocidade — que permite ao Brasil responder da mesma maneira.

Ao longo do último mês, negociações ligadas às tarifas mobilizaram o governo federal e as entidades ligadas à indústria. O setor, seguido pelo agronegócio, será o mais impactado.


Tarifa ‘injusta’

No último encontro antes da decisão, realizado nessa terça-feira (14), as equipes do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), do MRE (Ministério das Relações Exteriores) e da Assessoria Especial do Presidente da República se reuniram com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Após a ocasião, a comitiva reiterou, em nota, o caráter injusto da medida: “A aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado.”


A reunião dessa terça-feira fez parte de uma série de encontros negociados entre Lula e Donald Trump, que estabeleceram um grupo de trabalho dedicado ao diálogo comercial.

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Impacto no Brasil

O tarifaço deixa de fora uma série de produtos, como carnes, café, minerais e partes de aeronaves. A tarifa de 25% inclui matérias-primas, como o ferro-gusa, que serve de base para a fabricação de aço e produção de ferro fundido.


O item foi responsável por US$ 1,5 bilhão das exportações do Brasil aos Estados Unidos em 2024, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Se a decisão for confirmada, a taxa sobre ele subirá de 10% para 37,5%.

A medida pode ainda impactar fabricantes e ameaçar os empregos do setor. As preocupações também alcançam madeireiras e fabricantes de produtos como açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível e álcool etílico não desnaturado.


Retaliação ao Pix

O anúncio do tarifaço acontece um mês e meio após o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) promover uma investigação sobre as transferências Pix. Segundo o órgão, a ferramenta pode ser considerada uma prática desleal contra as operadoras de cartão de crédito norte-americanas.

Conforme mostrou o R7, analistas consideram que as novas taxas retratam um posicionamento dos EUA contra a ferramenta brasileira de transferências gratuitas.

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  • O governo brasileiro aguarda a decisão dos EUA sobre a imposição de sobretaxas de 25% a produtos brasileiros.
  • As negociações envolveram o Itamaraty e a indústria, com setores como o agronegócio sendo os mais afetados.
  • Há expectativa de adiar a cobrança e considerar a lei da reciprocidade em resposta às tarifas.
  • Produtos como carnes, café, minerais e ferro-gusa podem ser impactados, com riscos de demissões e impactos na indústria.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

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