Fachin defende reforma do Judiciário e alerta que momento exige ‘autorreflexão’
Declarações foram dadas na abertura da primeira reunião do grupo de trabalho criado para reformar e modernizar o sistema judicial

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, defendeu, nesta quarta-feira (24), a reforma do Judiciário, alertou que desafios não se superam por decreto e pediu uma “autorreflexão”.
“O momento que vivemos no País exige das instituições republicanas não apenas a prestação de contas pelo que fazem, mas também uma disposição sincera à autorreflexão sobre o que ainda não fazem bem o suficiente”, disse.
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A declaração foi dada na abertura da primeira reunião do grupo de trabalho criado por Fachin para planejar uma reforma e modernizar o sistema judicial do país.
A ideia é reunir grandes nomes do direito, juízes e especialistas para discutir como renovar a estrutura da Justiça, usando a tecnologia para agilizar os processos. O grupo tem como missão entregar todas as propostas de mudança até o fim deste ano.
Segundo Fachin, não serão discutidos conceitos abstratos, mas dimensões vivas de uma realidade que afeta, diariamente, a vida de dezenas de milhões de brasileiras e brasileiros que aguardam uma resposta do Estado-Juiz.
“A demora excessiva, o custo proibitivo, a linguagem inacessível, a desigualdade no acesso à tutela jurisdicional, tudo isso tem rosto e tem endereço. Este Grupo existe, em última análise, para contribuir com respostas à altura dessas demandas”, ressaltou.
O prazo formal para a conclusão dos trabalhos é 19 de dezembro de 2026 (último dia do calendário forense), mas há o desafio sugerido de antecipar a consolidação das contribuições essenciais para o dia 15 de novembro
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