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Fachin diz que Judiciário sofre pressões, sanções unilaterais e constrangimento indevidos

Ministro do Supremo defendeu a autonomia de juízes e tribunais como garantia da manutenção dos direitos fundamentais

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Edson Fachin alerta sobre pressões internas e externas ao Judiciário, incluindo sanções unilaterais e constrangimentos indevidos.
  • Declarações foram feitas durante o VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas em São Paulo.
  • Fachin destaca que a democracia enfrenta tensões globais e que movimentos autoritários veem o Judiciário como obstáculo ao poder concentrado.
  • O ministro defende a autonomia de juízes como essencial para a proteção dos direitos fundamentais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Edson Fachin afirmou que os atentados do 8 de janeiro colocaram o STF no centro do debate público Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 02.02.2026

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (8) que ameaças à independência do Judiciário podem vir tanto de pressões internas quanto de iniciativas externas, como “sanções unilaterais” e “constrangimentos indevidos”.

O ministro disse que essas ações são “incompatíveis com o respeito entre Estados soberanos”.

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As declarações foram dadas durante a conferência de abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas, que ocorre em São Paulo.

Fachin afirmou que a democracia “atravessa um período de fortes tensões em diversas partes do mundo” e que movimentos que questionam instituições fundamentais do Estado de direito têm se fortalecido.

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O ministro fez referência à tentativa de golpe ocorrida no país. Segundo ele, o episódio colocou o STF no centro do debate público e fez do Judiciário alvo preferencial de correntes autoritárias e populistas, “que veem nos mecanismos de controle institucional um obstáculo à concentração de poder”.

No discurso, Fachin defendeu que a autonomia de juízes e tribunais não é um “privilégio corporativo”, mas uma garantia da sociedade. “Sem magistrados independentes não há proteção efetiva dos direitos fundamentais”, salientou.

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Na semana passada, Fachin havia recebido no STF Margaret Satterthwaite, relatora especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Independência de Magistrados e Advogados. No encontro, o ministro manifestou preocupação com o cenário enfrentado por democracias constitucionais em diferentes partes do mundo.

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