Caiado se lança candidato a presidente pela segunda vez em sua trajetória política
Partido aposta no discurso de terceira via, com críticas a Lula e a Flávio Bolsonaro, mas lida com dificuldade de popularidade e apoios estaduais da própria legenda
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A convenção do PSD oficializou, neste domingo (26), a chapa entre o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e o presidente da legenda, Gilberto Kassab, para a disputa à Presidência. Com a decisão, Caiado entra oficialmente na disputa ao Planalto pela segunda vez durante a trajetória política. Kassab disputa a vice.
O evento ocorreu em São Paulo e reproduziu a estratégia do partido de mirar um caminho de terceira via, com ponderações aos dois candidatos que lideram a corrida ao Planalto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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Em declaração a jornalistas antes do evento, Caiado defendeu que seja o nome da oposição para ir ao segundo turno e se referiu a Flávio como um candidato “kinder ovo”, que conta com surpresas na campanha. Ele também citou escândalos ligados ao PT, como o mensalão.
“Ter um candidato que seja um ‘kinder ovo’ com uma surpresinha todo dia. Que seja um candidato preparado pela oposição para representar o segundo turno, que tenha uma vida regressa, que*nunca se envolveu em rachadinha, em mensalão, em petrolão, em escândalo do Master, em assalto aos aposentados no Brasil e outros tantos escândalos que aconteceram em todos esses anos”, declarou.
A convenção também contou com a discurso de apoio do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que chegou a a ser cotado para representar o partido na disputa à Presidência. Outros governadores da legenda não compareceram, como caso de Raquel Lyra, do Pernambuco.
A ausência reforça a dificuldade do PSD em garantir palanques em estados, mesmo onde conta com nomes na disputa ao governo. Como mostrou a coluna R7 Planalto, a legenda prevê lançar 13 candidatos a governador, mas apenas cinco dão apoio explícito a Caiado. Outros quatro nomes são aliados do presidente Lula.
A dificuldade também se mostra nos maiores colégios eleitorais: em São Paulo, o partido apoia a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas o governador está na campanha de Flávio Bolsonaro. Em Minas Gerais, o governador Gabriel Simões (PSD) apoia Romeu Zema (Novo) e no Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), defende Lula.
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