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Maioria das mulheres com câncer de mama espera mais de 60 dias para tratamento

Ministério da Saúde diz que percentual melhorou quando comparado a 2022; ano passado, SUS bateu recorde de quimioterapias

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais da metade das mulheres com câncer de mama no SUS iniciaram tratamento 60 dias após o diagnóstico.
  • A Lei nº 12.732 obriga o início do tratamento de câncer no SUS em até 60 dias após o diagnóstico.
  • Em 2025, o SUS alcançou um recorde histórico com quase 7 milhões de procedimentos de quimioterapia.
  • O programa "Agora Tem Especialistas" realiza mamografias e zerou filas de exames em 40 regiões de saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pasta afirma que aumentou número de mamografias realizadas e reduziu tempo de espera Ascom/HRT - Arquivo

Mais da metade das mulheres com câncer de mama iniciaram algum tratamento até 60 dias após o diagnóstico, segundo painel de monitoramento do próprio SUS (Sistema Único de Saúde). Os dados são do Ministério da Saúde e foram detalhados em resposta a um requerimento de acesso à informação enviado à Câmara.

Segundo o documento, entre 2023 e 2025, “mais da metade das mulheres diagnosticadas com câncer de mama no SUS iniciaram o primeiro tratamento após o prazo de 60 dias, a partir da confirmação diagnóstica”.


Desde 2012, está em vigor a Lei nº 12.732, que obriga o SUS a iniciar o tratamento de pacientes com câncer — seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia — em, no máximo, 60 dias após a confirmação do diagnóstico por laudo patológico. O objetivo é evitar que esses enfrentem longos períodos de espera que possam agravar o quadro de saúde.

Questionada pelo R7 Planalto, o pasta argumentou que o tempo de espera diminuiu em relação aos anos anteriores. “Em 2024, 66,3% dos casos de câncer registrados iniciaram o tratamento em até 60 dias, percentual superior ao observado em 2023, quando a taxa era de 55,9%.


Em relação ao câncer de mama, o percentual de mulheres de 50 a 69 anos cadastradas na rede que realizaram mamografia nos últimos 24 meses aumentou de 3,39%, em agosto de 2023, para 6,25%, em abril de 2026. A meta é chegar a 7% até dezembro de 2026”, informou.

O ministério também detalhou que, em 2025, o SUS alcançou um recorde histórico, com a realização de quase 7 milhões de procedimentos de quimioterapia até novembro, o que representa um crescimento aproximado de 80% em comparação a 2022.


“O Ministério da Saúde vem ampliando as ações de enfrentamento ao câncer de mama no SUS. Na etapa de diagnóstico, foram realizadas no ano passado 4 milhões de mamografias pelo SUS, com ampliação da faixa etária das mulheres quem pode realizar o exame para 40 a 74 anos. Segundo a pesquisa Vigitel 2025, 92% das mulheres de 50 a 59 anos afirmaram ter realizado mamografia”, destacou.

A pasta também informou que, por meio do programa Agora Tem Especialistas, “93 Carretas da Saúde realizam mamografias em todo o país e conseguiram zerar as filas de exames de imagem e de atendimentos oncológicos e oftalmológicos em 40 regiões de saúde”.


“No total, as carretas já realizaram mais de 787 mil procedimentos. O maior mutirão da história voltado à saúde da mulher registrou 230 mil atendimentos em um fim de semana, mobilizando mais de 200 hospitais públicos e filantrópicos”, informou o ministério.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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