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Fim da 6x1: entenda como ficam serviços essenciais e profissões com jornadas específicas

Profissonais da saúde, segurança e outras áreas com funcionamento ininterrupto devem ser beneficiados com o fim da escala atual

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fim da escala 6x1 gera polêmica sobre os impactos na produtividade e trabalho das categorias essenciais.
  • Profissionais da saúde e segurança continuarão com escalas específicas, sem grandes mudanças em suas jornadas de trabalho.
  • A nova proposta altera a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com discussões sobre a implementação em andamento.
  • Setores essenciais são minimamente afetados, enquanto o comércio pode enfrentar maiores dificuldades com as mudanças.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Hora extra e convenções coletivas continuarão valendo mesmo após mudança na escala Marcello Casal Jr./Agência Brasil - Arquivo

O fim da escala 6x1 no Brasil tem criado expectativas para todos os lados. Quem defende diz que o projeto vai beneficiar os trabalhadores e as empresas, com aumento de produtividade. Já os contrários acreditam que a mudança vai impactar negativamente o setor produtivo e o funcionamento do comércio.

Um argumento mais radical contra a proposta debatida no Congresso ainda diz que pessoas que querem ou precisam trabalhar mais serão proibidas de ultrapassar a carga horária. De acordo com o advogado e professor Fernando Moreira, não há essa possibilidade e a regra atual de horas extras deve continuar valendo.


“A legislação atual permite até duas horas extras diárias, e esses limites continuariam valendo, só que aí o teto acabaria sendo menor para configurar o que é hora extra. Hoje, hora extra é acima de 44 horas semanais. Com o novo teto, passaria a ser acima de 40 horas”, esclarece.

Escalas próprias

Outro ponto que tem sido polêmico são as categorias que demandam escalas específicas. Profissionais da saúde, segurança e aeronautas são alguns dos principais e que também devem ser beneficiados, apesar de não entrarem no modelo discutido.


O presidente da comissão especial criada para analisar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que discute a redução de jornada na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), deu um exemplo do que vai acontecer com a área de saúde ou da segurança, que frequentemente utiliza o formato de 12 horas de trabalho e 36 de descanso.

“A escala deles é diferente, não é 5x2, nem 6x1. É uma escala específica. Mesmo tendo o limite de 8 horas diárias e 44 horas semanais, devido à essencialidade do serviço, as unidades de saúde e os órgãos de segurança continuarão funcionando nos fins de semana”, pontua o deputado.


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Segundo Alencar Santana, o principal ponto é que haverá um ganho, já que, no acumulado do mês, a redução de jornada será significativa.

“Se a hora semanal passou para 40, considerando quatro semanas, ele vai ter um ganho de no mínimo 16 horas. Como esse ganho se efetivará, isso vai ser, por exemplo, discutido no projeto de lei. Por isso que é importante o seu debate, a sua análise e a sua aprovação”, exemplifica.


A ideia é que a PEC determine a jornada máxima, enquanto o projeto de lei enviado pelo Executivo ficará com as especificidades, inclusive das categorias.

Sem grandes mudanças

Fernando Moreira tranquiliza, explicando que nada vai parar de funcionar e essas áreas essenciais serão minimamente afetadas, porque elas já contam com convenções coletivas que regulam esses horários.

“Não haverá uma grande alteração nessa questão. Esses setores vão ser muito pouco afetados, diferente da indústria e comércio”, comenta.

O advogado ainda ressalta que muitos setores já trabalham abaixo dessa carga horária semanal máxima no Brasil e que a aprovação com o limite de 40 horas não será uma grande mudança para a maioria das áreas.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média de horas trabalhadas semanalmente no país é de 39,1.

Moreira diz que a grande preocupação deve ser para setores que têm contato direto com o consumidor, como o varejo, mas que a saída deve ser uma boa gestão e uso da tecnologia. Para ele, o foco deve ser em aumentar a produtividade e criar estratégias para otimizar os fluxos.

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