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Flávio Bolsonaro usa brasão com ‘Estados Unidos do Brazil’ em carta e depois corrige

Primeira versão trazia nome adotado após a Proclamação da República e substituído na década de 1960

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro divulgou uma carta com um brasão antigo do Brasil, contendo a inscrição "Estados Unidos do Brazil".
  • Após a divulgação, o senador enviou uma versão corrigida com o brasão atualizado e o nome "República Federativa do Brasil".
  • A denominação "Estados Unidos do Brasil" foi usada oficialmente de 1889 até a Constituição de 1967.
  • Flávio também alterou o conteúdo da carta, mudando sua autodenominação de "verdadeiro presidente eleito do Brasil" para "líder do Brasil".

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Flávio publicou carta com brasão que traz 'Brazil' com Z e nome antigo do país, mas depois mudou
Flávio publicou carta com brasão que traz 'Brazil' com Z e nome antigo do país, mas depois mudou Reprodução/X/Flávio Bolsonaro - 28.10.2026

A carta divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele ir embora do Brasil, tinha um brasão antigo do Brasil, que trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”.

Minutos depois, o senador enviou uma nova versão do documento, com o brasão atualizado e a denominação oficial “República Federativa do Brasil”.

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O nome “Estados Unidos do Brasil” foi adotado após a Proclamação da República, em 1889, e permaneceu em uso oficial por décadas. A denominação foi substituída por “República Federativa do Brasil” com a Constituição de 1967.

Além da mudança no brasão, Flávio fez alterações no teor da carta. Na primeira versão, Flávio se declarava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No entanto, ele alterou o trecho para se intitular como “líder do Brasil”.

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O que diz a carta de Flávio?

Flávio publicou a carta nas redes sociais depois de ir embora do Brasil após perder a eleição presidencial.

No documento, o senador contesta o resultado do segundo turno. Ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 64.256.232 votos válidos (51,79%), contra 59.826.041 de Flávio (48,21%).

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Sem apresentar provas, o senador diz na carta que viu “estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”.

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.”

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Agradecimento a Trump e Milei

Flávio também agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao povo americano. Também elogia o presidente argentino, Javier Milei.

Antes de embarcar aos EUA, o senador, acompanhado pela mulher e as duas filhas, deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina. Flávio recebeu uma autorização excepcional e temporária, conhecida como parole, ao entrar nos Estados Unidos. Ele poderá permanecer no país assim por um ano.

O senador afirma na carta que decidiu sair do país em busca de segurança jurídica e para continuar sua atuação política. Ele nega que tenha fugido do país e declarou que pretende manter a mobilização de seus apoiadores no exterior.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois, calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.”

Flávio também diz que “não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar”.

“Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.”

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