Fortes ventos derrubam tenda e interrompem evento com ministro de Minas e Energia
Incidente aconteceu nesta quarta-feira em Boa Vista (RR), durante a assinatura para liberação de obras no linhão de Tucuruí
Brasília|Bruna Lima e Renato Souza, do R7, em Brasília

Uma forte ventania interrompeu a realização de um evento do Governo de Roraima, nesta quarta-feira (19), com a participação do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. As rajadas de vento derrubaram tendas e cadeiras, assustando as autoridades que estavam reunidas em uma subestação de energia na zona rural de Boa Vista, capital do estado, para a assinatura do acordo de liberação das obras do linhão de Tucuruí.
Apesar de a estrutura ter caído, ninguém ficou ferido. Devido ao incidente, a cerimônia foi transferida para a sede do governo, no Palácio Senador Hélio Campos.
O ministro comentou o ocorrido, dizendo que os ventos representam "a mudança", em um esforço conjunto entre o governo federal e o estadual. O governador Antonio Denarium (PP) também esteve presente no evento, além de representantes da Eletrobras, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da empresa responsável pelo empreendimento, a TNE.
Linhão de Tucuruí
O linhão de Tucuruí é uma obra que ligará Roraima ao sistema interligado nacional de energia. O estado é o único do país que ainda carece da conexão. Atualmente, a população depende das termelétricas locais para obter energia.
De acordo com o governo, o projeto tem como objetivo permitir a redução estrutural de custos, impactando não só a população de Roraima, mas de todo o país. "O empreendimento constitui a maior ação ambiental do Ministério de Minas e Energia, com a redução de geração de energia elétrica de fontes de combustíveis fósseis", informa a pasta.
O projeto ficou paralisado em razão de ações civis públicas relacionadas ao licenciamento ambiental. Com a liberação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), após acordo judicial, as obras na subestação Boa Vista têm previsão de início ainda em outubro de 2022.
O governo se comprometeu a realizar compensações ambientais para a comunidade indígena afetada pela construção. Isso porque 122 km da linha de transmissão estarão na terra indígena Waimiri Atroari. No total, são 715 km de linha, dos quais 425 km em Roraima e 290 km no Amazonas. As obras devem durar três anos.















