Dino diz que funcionária de empresa aérea afirmou ter vontade de matá-lo
Ministro do STF declara ter tornado o episódio público por considerar que o ódio político põe em risco a segurança coletiva
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino publicou um relato nas redes sociais, nesta segunda-feira (18), no qual afirma que uma funcionária de uma companhia aérea disse ter vontade de “matá-lo”.
“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida, se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, escreveu o magistrado.
Ele afirmou que decidiu tornar o episódio público por considerar que a situação não é de interesse exclusivamente pessoal, mas coletivo. “Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou de outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para a segurança de aeroportos e voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, constatou.
Dino também levantou a possibilidade de episódios semelhantes ocorrerem em outros setores. “Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado? Assim, o pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente neste ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram.”
Leia Mais
Para o ministro, cada cidadão tem direito às próprias opiniões, simpatias políticas e voto individual, mas ninguém deve temer sofrer agressões ao consumir um produto ou serviço.
“Pode ter sido um ‘caso isolado’. Porém, com o avanço do calendário eleitoral, pode não ser. Então, é melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem, com campanhas educativas, os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias ou opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil”, concluiu.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














