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‘Sem caixa-preta’: governo faz publicação sobre transparência em meio à crise do filme sobre Bolsonaro

Postagem ocorre durante a crise envolvendo o financiamento do longa, supostamente apoiado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo defende transparência no financiamento de filmes nacionais durante crise sobre o filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro.
  • Ministério da Cultura afirma que todos os investimentos públicos no audiovisual podem ser fiscalizados.
  • Investigação aponta suposta ligação entre financiamento do filme e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com Flávio Bolsonaro envolvido.
  • Filme, inspirado na trajetória política de Bolsonaro, visa o mercado internacional e já começou a ser gravado no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro, divulgou a data do filme nas redes sociais Reprodução/Instagram- @therealjimcaviezel -7.05.2026

Em meio à crise envolvendo a produção do filme Dark Horse, inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Cultura usou as redes sociais para comentar sobre o financiamento público em filmes apoiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual, alegando não haver “segredos” e “caixa-preta” em projetos financiados por essas políticas.

“Cada centavo investido pelo Governo do Brasil no audiovisual tem destino certo, prestação de contas rigorosa e pode ser fiscalizado por qualquer cidadão. Quando é público, você sabe de tudo!”, escreveu a pasta.


Na publicação, o ministério fala em “rigor total” durante a análise técnica, elaboração de editais públicos e prestação de contas. “Qualquer um pode ver quem pagou, quanto recebeu e como gastou”, diz.

O Fundo Setorial do Audiovisual é ligado ao Fundo Nacional da Cultura e vinculado ao Ministério da Cultura. O principal objetivo é o desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil.


A postagem do governo ocorre durante a crise envolvendo a produção do filme sobre Bolsonaro e o financiamento do longa, supostamente apoiado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por fraudes financeiras.

O caso acabou respingando na campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República. Um suposto áudio vazado mostra o parlamentar pedindo apoio a Vorcaro para ajudar no financiamento do longa.


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A ligação entre Eduardo Bolsonaro e Vorcaro passou a ser investigada pela Polícia Federal após o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, afirmar que recursos pagos pelo dono do Banco Master para financiar o filme Dark Horse foram destinados a um fundo administrado nos Estados Unidos por um advogado ligado a Eduardo.

Pagamento de ao menos R$ 62 milhões

Ao R7, o empresário Thiago Miranda confirma ter intermediado a negociação para que Vorcaro fosse um dos patrocinadores do filme.


Segundo ele, o banqueiro teria enviado pelo menos R$ 62 milhões a Flávio.

“Eu que intermediei essa negociação entre o Daniel e o grupo do filme”, diz o empresário.

Produção

O longa é inspirado no texto “Capitão do Povo”, escrito por Mario Frias. A produção executiva é comandada por Eduardo Verástegui, conhecido internacionalmente pelo sucesso de Sound of Freedom. No Brasil, a produção está a cargo da GoUp Entertainment.

As gravações começaram em setembro de 2025 e tiveram como primeira locação o Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo. O ator Jim Caviezel permaneceu cerca de três meses no Brasil participando das filmagens.

Filmado integralmente em inglês, Dark Horse foi concebido para alcançar o mercado internacional e ampliar o alcance da narrativa sobre a trajetória política de Bolsonaro.

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