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Gilmar votou contra interesses de Vorcaro após reunião no STF sobre precatórios

Gabinete do ministro emitiu nota após a divulgação de que Daniel Vorcaro esteve em audiência no STF em 2024

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes votou consistentemente contra os interesses do Banco Master em ações bilionárias do setor sucroalcooleiro.
  • Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e presidente do Banco Master, buscou apoio no STF para teses de precatórios com impacto fiscal de até R$ 145 bilhões.
  • A reunião de Vorcaro com Gilmar Mendes foi intermediada por Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro e lobista em Brasília.
  • O gabinete de Mendes afirmou que o ministro não teve conhecimento de tratativas entre Vorcaro e Feitosa e votou alinhado à União no julgamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

'Reunião com Vorcaro ocorreu no STF, em ambiente institucional', diz gabinete de Gilmar Mendes Rosinei Coutinho/STF - arquivo

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), declarou que votou de forma consistente contra os interesses do Banco Master e defendeu a União em todas as ações bilionárias do setor sucroalcooleiro julgadas na Segunda Turma.

A manifestação foi emitida após a divulgação de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro esteve em audiência no STF em 11 de abril de 2024 para solicitar apoio em ações sobre o pagamento de precatórios relacionados a uma empresa do setor sucroalcooleiro.


Caso o STF decidisse a favor das usinas, o impacto financeiro para os cofres públicos poderia chegar a R$ 145 bilhões, segundo estimativas da AGU (Advocacia-Geral da União).

Decisões judiciais e histórico de votação

Em nota, o ministro informou que a audiência realizada em abril de 2024 ocorreu às 18h na sede do STF, em ambiente institucional e com a presença dos advogados do Banco Master, em ação de relatoria do ministro Edson Fachin.


No julgamento desse processo pela Segunda Turma, em 3 de junho de 2025, Gilmar Mendes votou contra o pagamento do precatório, alinhando-se à posição da União. André Mendonça votou da mesma forma, porém prevaleceu o entendimento dos ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli a favor da empresa.

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