Gonet e Vorcaro: entendimento de Conselho do MPF difere da percepção da sociedade civil, aponta jurista
PGR continua à frente do caso Master
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
O Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) decidiu por unanimidade manter o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, à frente do caso Master. Foram nove votos a zero. Em outra questão, o colegiado formou maioria para arquivar o pedido de apuração sobre a relação do PGR com o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro.
Em entrevista ao programa News das 19h desta sexta (25), o professor de direito constitucional Gustavo Sampaio, da UFF (Universidade Federal Fluminense), explica que o que foi discutido na sessão foi uma questão de natureza pontual, relacionada à possibilidade de um encontro de Gonet com o banqueiro Daniel Vorcaro comprometer a atuação do PGR no caso. Ele destaca que a avaliação era sobre se a conduta, do ponto de vista ético, merecia uma apuração.
“O Conselho entendeu que o fato desse dado, que de certa maneira impressionou a nação toda, estar isolado de um contexto maior, faz com que o Procurador-Geral não esteja vedado a atuar perante o Supremo Tribunal Federal nos casos relacionados ao Banco Master. Esse é o entendimento do Conselho, certamente não é a percepção que a sociedade civil brasileira tem”, pontua o jurista.
Sampaio ressalta que, em caso de suspeita de crime comum, Gonet precisaria ser julgado pelo STF “porque, assim como ministros do Supremo Tribunal Federal, assim como deputados federais, como senadores, aliás como o próprio Presidente da República, e outras autoridades brasileiras de grande magnitude, o Procurador-Geral da República goza de prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal.” Confira a análise completa no vídeo.
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