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Governador de SC acusa Lula de xenofobia e aciona PGR contra presidente

Jorginho Mello afirma que declaração do presidente ofendeu catarinenses e extrapolou debate político

Brasília|Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, acionou a PGR contra o presidente Lula por declarações consideradas xenofóbicas.
  • Lula criticou a posição do governo catarinense sobre cotas em universidades, mencionando racismo e citando Hitler em seu discurso.
  • Jorginho Mello afirmou que as declarações de Lula ultrapassaram os limites do debate político e ofenderam os catarinenses.
  • O governo de Santa Catarina argumenta que o estado é acolhedor, tendo recebido mais de 500 mil migrantes na última década.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governador diz que Lula ofendeu catarinenses Geraldo Magela/Agência Senado - 17.12.2025

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após declarações feitas durante agenda em Itajaí, no Litoral Norte do estado, na última sexta-feira (26). O governador determinou o envio de uma representação alegando que a fala de Lula teve caráter xenofóbico e atingiu a honra dos catarinenses.

Em discurso, Lula fez referência à posição do governo de Santa Catarina pela proibição de cotas em universidades estaduais. “Sabe por que muitas vezes algumas pessoas não gostam de nós? Não gostam de nós porque hoje o povo negro está na universidade na mesma proporção que o povo branco. Não gosta de nós por conta da política de cotas”, sem citar o governador nominalmente.


O presidente completou: “Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”, disse Lula, citando até Hitler. “Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre. [...] Não tem um cara que é branco e é melhor do que qualquer negro, o cara que é nordestino e é pior do que qualquer um do fundo do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país.”

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Para Jorginho Mello, as declarações ultrapassaram os limites do embate político.


“Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, disse o governador.

O governo catarinense também argumenta que os dados migratórios contradizem a avaliação feita por Lula. Segundo a gestão estadual, Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais recebeu migrantes de outras unidades da federação na última década, com mais de 500 mil novos moradores — número superior ao de qualquer outro estado.


Para Jorginho, esse movimento populacional demonstra a capacidade de acolhimento da população local.

“Só o fato de Santa Catarina ser o estado que mais acolhe brasileiros de outras regiões já desmonta essa fala criminosa do presidente Lula. Se aqui fosse esse lugar de preconceito que ele tentou pintar, por que tanta gente escolheria Santa Catarina para viver, trabalhar, criar seus filhos e fugir da violência e da desigualdade?”, afirmou.


A representação à PGR deve sustentar que a declaração presidencial reforça estigmas e promove discriminação contra o estado e seus moradores.

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