Governo brasileiro e EUA podem tratar do Redata em reunião nesta segunda-feira, diz Alckmin
Projeto visa criar um regime especial de tributação para incentivar instalação e expansão de centros de processamento de dados no país
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (31) que o governo brasileiro poderá discutir com representantes dos Estados Unidos o Redata, projeto que estabelece um programa de incentivos para data centers no Brasil.
“Deve ser votado nesta semana o Redata, que vai estimular a vinda de data centers para o Brasil. Os Estados Unidos têm interesse nisso, o que pode atrair R$ 1 trilhão em investimentos para o país. O Brasil conta com energia renovável e abundante”, disse Alckmin.
Ao ser questionado se o tema seria abordado na reunião entre o secretário-executivo do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer, o vice-presidente afirmou que não existem “temas proibidos”.
“Todos os temas, tarifários e não tarifários, podem e devem ser colocados na pauta. Temos tudo para construir uma relação ganha-ganha”, destacou Alckmin.
Sobre o Redata
O Projeto de Lei nº 278/2026, conhecido como Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), visa criar um regime especial de tributação para incentivar a instalação e a expansão de centros de processamento de dados no país.
A proposta foi anunciada como prioritária pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na última quarta-feira (26), após reunião com o presidente Lula e com o presidente da Câmara, Hugo Motta. A expectativa é que o texto seja votado ainda nesta semana.
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