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Governo descarta retaliação a novas sanções dos EUA e adota reação ‘fria e calculada’

Leitura interna é de que novos atos de Trump possuem efeito mais simbólico do que prático e fazem parte de uma estratégia eleitoral

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro não planeja retaliação imediata às novas tarifas dos EUA, considerando-as mais simbólicas do que práticas.
  • A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros começou em 22 de julho, enquanto uma tarifa de 12,5% sobre trabalho forçado foi aplicada em 24 de julho.
  • A estratégia do governo é uma reação "fria e calculada" para preservar negociações e maximizar ganhos para o Brasil.
  • As sanções são vistas como parte de uma estratégia político-eleitoral dos EUA, e há planos para reorganizar a relação bilateral em caso de reeleição de Lula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Planalto acredita que as novas ofensivas americanas têm viés eleitoral Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo

O governo brasileiro não trabalha, neste momento, com a perspectiva de uma ofensiva em resposta ao novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Integrantes do governo acreditam que, do ponto de vista tarifário, “a muralha já está construída” e que não há expectativa de novas medidas relevantes.

A leitura interna é que o anúncio mais recente, de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional referente ao Brasil, feito pelo governo de Donald Trump, teve efeito mais simbólico do que prático.


A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor em 22 de julho. Já uma tarifa referente a trabalho forçado de 12,5% foi aplicada na última sexta-feira (24).

Vale relembrar que, nesta terça-feira (28), o Brasil acionou a OMC (Organização Mundial do Comércio) contra os EUA após as tarifas entrarem em vigor.


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Com esse cenário, o governo defende uma estratégia de reação fria e calculada, buscando preservar margem de negociação e maximizar ganhos para o Brasil.

Pós-eleição

Integrantes do governo avaliam que as novas sanções dos norte-americanos fazem parte de uma estratégia político-eleitoral. A percepção é de que os movimentos recentes acompanham o calendário eleitoral brasileiro e podem favorecer o campo político alinhado aos de Trump.


Além disso, aliados do presidente Lula acreditam que, em uma eventual reeleição, será necessário reorganizar a relação bilateral com os Estados Unidos e construir um novo canal de diálogo entre os dois países.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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