Governo investe R$ 1 bilhão em supercomputador e nuvem própria para avançar IA no país
Objetivo é criar alternativa nacional para processamento de dados e desenvolvimento de inteligência artificial confiável até 2028
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, anunciou, nesta quinta-feira (20), diversos investimentos no setor de IA (Inteligência Artificial) no Brasil. Entre eles estão a compra de um supercomputador estimado em R$ 1 bilhão, o lançamento de uma nuvem nacional de dados e a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável.
As medidas integram o PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial), que prevê R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028.
Segundo o governo, os investimentos visam reduzir a dependência externa do Brasil no acesso a tecnologias de ponta, atendendo tanto o setor público quanto o privado.
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O supercomputador está entre as dez maiores do mundo em capacidade de processamento de IA e ficará sob responsabilidade da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Apesar de ficar no Rio Grande do Norte, a máquina poderá ser acessada por empresas, universidades, instituições de pesquisa e governos de todo o país para treinamento de modelos de IA e desenvolvimento de aplicações.
Outra frente será implantada no Rio de Janeiro pela RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), em parceria com as empresas chinesas Huawei e iFlytek. O projeto terá investimento estimado em R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos e previsão de início das operações em julho de 2027.
Centro especializado em IA
Também está prevista a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A unidade deverá desenvolver metodologias e ferramentas para avaliar sistemas de IA, incluindo aspectos como segurança, transparência e auditabilidade.
A expectativa é de que o centro seja implementado em até 12 meses e reúna professores e pesquisadores da universidade para identificar falhas e possíveis discriminações em sistemas de IA. A estrutura também deverá apoiar a formulação de políticas públicas relacionadas à tecnologia.
Nuvem brasileira
O pacote inclui ainda a estruturação da chamada Nuvem Brasileira, que pretende criar uma alternativa nacional para armazenamento e processamento de dados e sistemas. A proposta será desenvolvida em parceria entre o setor público e a iniciativa privada.
O acordo envolve o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), o Serpro e o BNDES, que dará início à modelagem do projeto e à realização de uma consulta ao mercado.
A estrutura deverá contar com múltiplos fornecedores, tecnologia nacional em componentes críticos e operação dentro do país.
Com os investimentos anunciados em ano eleitoral, fontes do governo afirmam que não existe controle sobre o que um próximo governo poderá fazer, mas a avaliação é de que esse é um caminho que o Brasil deve perseguir.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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