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Lula e Flávio Bolsonaro podem ter palanque em 11 estados em eventual segundo turno

Disputas estaduais podem reforçar campanhas presidenciais caso eleição do Planalto também avance para nova rodada

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula e Flávio Bolsonaro podem ter palanques em 11 estados no segundo turno, reforçando suas campanhas presidenciais.
  • Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro são cruciais para a dinâmica das eleições devido à polarização política.
  • Pesquisas mostram Lula à frente nas intenções de voto, mas a disputa presidencial tende a ser decidida no segundo turno.
  • Alguns estados podem definir seus governadores no primeiro turno, enquanto outros, como Tocantins, têm maior chance de nova votação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Prismada Lula e Flávio
Desempenho de Lula e Flávio em cada estado poderá interferir nas disputas locais e vice-versa Montagem: Ricardo Stuckert/PR e Vittor Sales/Flickr

Uma eventual disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial pode ganhar o reforço de palanques estaduais em ao menos 11 estados onde a corrida pelos governos tem maior possibilidade de também avançar para uma nova rodada.

O cientista político Bruno Soller, do instituto Real Time Big Data, avalia que Acre, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins têm boas chances de levar a disputa pelo governo para o segundo turno.

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Se prolongadas, as disputas estaduais podem ter impacto sobre a corrida pelo Palácio do Planalto. Isso porque candidatos a governador que chegarem ao segundo turno poderão reforçar os palanques de Lula e Flávio nos estados.

Além disso, a redução do número de candidatos tende a deixar mais explícitos os alinhamentos nacionais.

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“O voto não está tão verticalizado. Tem um monte de candidatura. No segundo turno, verticaliza mais”, disse Soller.

Na disputa presidencial, Lula e Flávio concentram grande parte da intenção de votos no primeiro turno. Pesquisa Real Time Big Data, divulgada na quinta-feira (1º), mostra Lula com 43% e Flávio com 39%. Nos votos válidos, o petista tem 46%, contra 41% do candidato do PL.

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Minas pode ter disputa ‘nacionalizada’

Minas Gerais é um dos exemplos citados por Soller de como a passagem para o segundo turno pode mudar a dinâmica da eleição estadual.

Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as pesquisas para o governo mineiro, enquanto Patrus Ananias (PT) aparece atualmente na segunda posição. Pesquisa Datafolha divulgada nessa quinta mostra Cleitinho com 49% dos votos válidos, Patrus com 20% e Alexandre Kalil (PDT) com 13%.

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Soller avalia, no entanto, que Cleitinho tem hoje um eleitorado mais híbrido e consegue receber votos inclusive de apoiadores de Lula para presidente.

Segundo Soller, uma vitória de Lula em Minas na disputa presidencial poderia favorecer Patrus ao estimular uma migração de eleitores que, no primeiro turno, tenham optado simultaneamente pelo petista para presidente e por Cleitinho para governador.

“Se Lula ganha em Minas, pode ser um problema para o Cleitinho. Porque você pode ter uma migração de voto para o Patrus em um eventual segundo turno”, afirmou.

Minas é hoje um dos estados mais disputados também na eleição presidencial. Segundo Soller, o cenário mineiro é praticamente um “espelho” da disputa nacional.

Rio pode reproduzir polarização

No Rio de Janeiro, os alinhamentos nacionais aparecem de forma mais clara.

Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula, e Douglas Ruas (PL), aliado de Flávio Bolsonaro, ocupam as duas primeiras posições das pesquisas. O Datafolha divulgado na quinta mostra Paes com 47% dos votos válidos e Ruas com 35%.

Em eventual segundo turno, portanto, a disputa pelo governo fluminense pode se transformar em um dos principais palanques estaduais da eleição presidencial.

O estado também é particularmente importante para Flávio. Pesquisas presidenciais têm mostrado desempenho mais forte do candidato do PL no Rio do que o registrado nacionalmente.

Na avaliação de Soller, um segundo turno pode intensificar a polarização no estado. Ruas teria a possibilidade de associar ainda mais sua candidatura à de Flávio, enquanto Lula poderia reforçar a participação na campanha de Paes.

Definições no primeiro turno

Enquanto 11 estados têm maior possibilidade de levar a eleição para governador ao segundo turno, Soller avalia que outra parte do país pode conhecer seus governadores já neste domingo (4).

Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, aqueles em que são excluídos os votos brancos e nulos.

Pesquisas recentes mostram candidatos acima de 50% das intenções de voto ou dos votos válidos no Amapá, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Também podem encerrar a disputa já na primeira rodada Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. Nesses estados, porém, o cenário é menos consolidado e há pesquisas que apontam disputas mais apertadas.

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