Governo publica decreto que zera Pis/Cofins para querosene de avião
Redução dos impostos ocorre um dia após a publicação da MP que amplia ações para reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O governo federal publicou nesta quarta-feira (8), no Diário Oficial da União, o decreto que zera as alíquotas do Pis/Cofins sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação. A medida, já em vigor, ocorre em meio ao aumento dos combustíveis no país, impactados pela guerra no Oriente Médio.
A redução dos impostos ocorre um dia depois da publicação de uma MP (medida provisória) e dois decretos que ampliam as ações para reduzir os impactos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no preço do petróleo.
Entre as medidas para o setor publicadas na noite desta terça-feira (7), estão a redução de impostos e o apoio ao setor aéreo.
A União foi autorizada a disponibilizar até R$ 1 bilhão em financiamentos em 2026 para os prestadores de serviços aéreos regulares. O apoio financeiro pode ser oferecido em linhas de financiamento para capital de giro.
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Também há uma proposta de usar recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, no valor de até R$ 2,5 bilhões por mutuário, para medidas de reestruturação financeira das empresas.
Ainda foi zerado o PIS e a Cofins sobre o combustível de aviação, o que resulta em uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível.
Além disso, para permitir a reorganização financeira das empresas do setor em função de conflitos geopolíticos, o vencimento das tarifas de navegação aérea foi excepcionalmente adiado.
As faturas que venceriam nos meses de junho, julho e agosto (referentes aos voos de abril, maio e junho) foram transferidas para 4 de dezembro.
MP do diesel
O governo federal publicou nesta terça-feira (7), no Diário Oficial da União, uma MP (medida provisória) e dois decretos que ampliam as ações para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis no país. A expectativa é de que o pacote reduza em até R$ 2,34 o preço do diesel.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas foram “milimetricamente” calculadas para respeitar a previsão de impacto fiscal do ano.
Com um custo de R$ 31 bilhões, as ações buscam suavizar os impactos imediatos sobre a economia, mas acendem um alerta duplo: o efeito nas contas públicas em ano eleitoral e a real capacidade de segurar os preços no longo prazo.
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