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Governo repudia fala de Flávio nos EUA e diz que senador foi o único a não se opor a tarifaço

Nota da Secom afirma que senador ‘optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores’

Brasília|Ezequiel Trancoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal repudiou o discurso do senador Flávio Bolsonaro em Washington sobre tarifas dos EUA a produtos brasileiros.
  • Flávio foi o único brasileiro no evento a não se opor às tarifas, sugerindo adiamento por motivos eleitoreiros, segundo a Secom.
  • O senador defendeu o Pix, mas a Secom afirmou que ele tenta subordinar o sistema aos interesses dos EUA.
  • Enquanto Flávio politizava as relações, o governo brasileiro trabalhava para reverter as tarifas com o USTR.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio pediu para o governo norte-americano suspender os planos de aplicação de taxas ao Brasil Adriano Machado/Reuters - 12.05.2026

O governo federal repudiou, nesta terça-feira (7), o discurso do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante audiência pública realizada em Washington para discutir as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Em nota à imprensa, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) afirmou que, entre os 34 brasileiros inscritos no evento, Flávio foi o único a não se posicionar de forma contrária às medidas que atingem o país, “optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro”.


“Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, destaca a nota, que afirmou também que o senador do PL “não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil”.

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Mais cedo nesta terça, Flávio pediu para o governo norte-americano suspender os planos de aplicação de taxas ao Brasil e argumentou que a imposição das tarifas acabaria beneficiando politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Pix

O senador também aproveitou o discurso feito no USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês) para defender o Pix, afirmando que o sistema “ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal”.

A Secom rebateu as falas de Flávio sobre a plataforma de pagamentos, destacando que o senador “tenta mudar o discurso e passar a imagem” de que defende o uso da ferramenta. A nota afirma ainda que o pré-candidato do PL “propõe subordinar o Pix aos interesses norte-americanos”.


O governo ainda critica o fato de Flávio ter abordado o caso Master sem mencionar seu próprio envolvimento com o episódio. Segundo a Secom, o senador omitiu que a origem do esquema está “vinculada ao governo de Jair Bolsonaro. Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de 130 milhões de reais para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai”.

O governo ressalta também que, enquanto Flávio “tentava politizar” as relações entre os dois países, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Itamaraty; Ministério da Justiça, e do Palácio do Planalto mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil.


“Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, conclui a nota da Secom.

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