Grupo suspeito de aplicar 110 golpes de falso aluguel é preso no Distrito Federal
Golpes renderam cerca de R$ 160 mil aos criminosos entre 2021 e 2023; oito homens foram presos na manhã desta terça-feira (4)
Brasília|Do R7*, em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na manhã desta terça-feira (4) oito pessoas suspeitas de participar de uma associação criminosa que aplicava golpes ao fraudar anúncios de aluguel. O grupo teria cometido 110 crimes, que renderam R$ 160 mil aos criminosos entre 2021 e 2023.
A operação Truffa Affitto foi realizada pela 38ª Delegacia de Polícia Civil, em Vicente Pires. Foram detidos homens entre 19 e 35 anos, moradores de Samambaia, Paranoá e Ceilândia. Além das prisões temporárias, 11 mandados de busca e apreensão foram realizados no local.
Segundo a investigação, o grupo estudava anúncios de aluguel e descobria onde o proprietário deixava as chaves para visita, e como elas eram realizadas, para aplicar o golpe. Com essas informações em mãos, os criminosos clonavam o anúncio estudado e acrescentavam outros números de telefone. As vítimas entravam em contato e o grupo se passava pelo proprietário, explicando o método de visita ao imóvel.
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Quando a vítima decidia fechar o negócio, o grupo enviava um falso contrato de aluguel para ser assinado e solicitava o pagamento da caução. Durante a finalização do contrato falso, as vítimas forneciam dados pessoais e cópias de documentos. O pagamento era realizado em contas bancárias de terceiros, abertas muitas vezes sem o conhecimento dessas pessoas.
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Feito o depósito, o valor era enviado para a conta dos integrantes da associação criminosa. Os crimes ocorreram entre dezembro de 2021 e abril deste ano. Cerca de 110 casos foram registrados em diversos locais do Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas só percebiam o golpe ao tentar receber as chaves do imóvel alugado, sendo informadas do esquema pelos reais proprietários.
Entre os investigados, estão suspeitos de emprestar suas contas para o recebimento dos pagamentos de caução, além dos criminosos que usavam documentos de terceiros para a abertura de contas bancárias. Os presos podem responder pelos crimes de associação criminosa e estelionato. Se condenados, a pena pode chegar a cinco anos de prisão por cada golpe, e até três anos de prisão por associação criminosa.















