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Haddad: corte de gastos deve ser incorporado a projeto existente, facilitando aprovação

Tema deve ser analisado nesta semana pela Câmara dos Deputados; ministro da Fazenda reiterou que ‘o importante é votar’

Brasília|Bruna Lima e Thays Martins, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernando Haddad sugere incluir corte de gastos em projeto existente para facilitar aprovação na Câmara.
  • O corte será um "jabuti" em proposta sobre regularização de bens móveis e imóveis do deputado Juscelino Filho.
  • Partes "incontroversas" da MP do IOF serão incorporadas ao projeto que busca ajustar gastos primários.
  • Haddad critica a postura do líder do PL, Sostenes Cavalcante, quanto à arrecadação e distorções tributárias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Haddad disse que governo vai esperar votação de projetos Diogo Zacarias/MF - 24 de setembro de 2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (28) que a limitação de gastos deve ter a aprovação facilitada na Câmara dos Deputados ao ser incluída em um projeto já existente. O corte deve ser incorporado em um texto do deputado Juscelino Filho (União Brasil-MA), que prevê regularização de bens móveis e imóveis, e não mais no PL do Metanol, como chegou a ser cogitado.

“O presidente Hugo entende que, por pertinência temática, talvez o projeto do Juscelino fosse o mais conveniente. Como para nós o que importa é votar, deixamos a critério dele. Parece que ele está inclinado a colocar em projeto que tem pertinência temática. A do metanol não seria pertinente”, destacou Haddad.

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O ministro reiterou que “o importante é votar”. “Esse projeto, parte substantiva da MP, responde por pouco mais de 60% do que temos que resolver até o final do ano”, completou. O texto deve ser analisado nesta semana, conforme adiantou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo o ministro, ao projeto devem ser incorporadas somente as partes “incontroversas” da MP do IOF, que perdeu a validade após não ser votada no Congresso. Os trechos, segundo Haddad, tratam de “disciplinamento de despesas”.

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“A parte mais incontroversa, que é colocar um pouco de ordem na questão do gasto primário, isso possivelmente possa ser incorporado em um projeto que já está em tramitação. [...] Então vai nos deixar com um conforto grande de resolver eventualmente só uma parte residual para fechar o orçamento do ano que vem com tranquilidade, como fizemos no ano passado e como fizemos no ano anterior”, explicou.

Haddad também respondeu ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que disse que não iria apoiar medidas que falassem sobre arrecadação.

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“O deputado não está sendo justo nem com os deputados da bancada dele. A bancada do PL votou muita coisa para corrigir distorção tributária, obviamente não que unanimemente, porque tem uma parte lá do PL que não dá nem para conversar. Mas a parte boa do PL negocia correção de injustiça tributária.”

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