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Haddad explica projeto de subvenções a Lira e a líderes e diz confiar na aprovação em 2023

Reunião com o presidente da Câmara durou mais de duas horas; ministro ouviu o que está sendo apurado na base política

Brasília|Da Agência Estado

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Reunião com Lira durou mais de duas horas
Reunião com Lira durou mais de duas horas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está confiante na aprovação ainda em 2023 da regulamentação das subvenções estaduais na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Ele participou nesta quarta-feira (8) de uma reunião de mais de duas horas com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com líderes da Casa para explicar o tema e ouvir o que está sendo apurado na base política.

"Vamos aprovar neste ano", disse o ministro, ao ser questionado sobre a expectativa para a aprovação do texto ainda em 2023.

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Haddad estava satisfeito com a reunião. "Fizemos uma boa explicação. Ficou entendida a natureza do problema. Tudo é construção, são matérias técnicas difíceis. Os líderes tiraram muitas dúvidas sobre os propósitos e a origem do problema, um jabuti de 2017 que será resolvido agora", afirmou, ao chegar à Fazenda, acompanhado do secretário-executivo Dario Durigan, que também participou do encontro.

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Segundo o ministro, foram apresentadas preocupações e dúvidas do passivo de empresas com a receita, e cada parte ficou com uma "tarefa."

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Não houve definições, por exemplo, se esse texto avançará como medida provisória (como foi enviado originalmente, em 31 de agosto) ou como projeto de lei. Haddad disse que esse é um tema de mérito do Congresso e que cabe aos parlamentares a decisão. "Vou até o mérito da proposta", afirmou. Não houve definição de cronograma para a apreciação da matéria.

Não há data para uma nova reunião, mas a Fazenda tem a tarefa de explorar possibilidades para poder conversar com os parlamentares novamente.

A estimativa do governo é que, se o texto não for aprovado neste ano, a base de arrecadação no ano que vem será reduzida em até R$ 200 bilhões, o que representará uma perda de receita de R$ 70 bilhões.

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O impacto inviabilizará a meta fiscal zero em 2024 e colocará o país em uma situação delicada. O cumprimento da meta fiscal enfrenta o ceticismo do mercado financeiro e de alas do Congresso e, recentemente, foi posto em dúvida pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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