Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

José Guimarães reforça autonomia da PF: apuração seguirá ‘doa a quem doer’

Após operação contra Jaques Wagner, ministro de Lula reforçou independência das investigações sobre fraudes no Master

Brasília|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • José Guimarães, ministro do governo Lula, reforça a autonomia da Polícia Federal em investigações sobre fraudes no Banco Master, afirmando que ocorrerão "doa a quem doer".
  • Operação da Polícia Federal, Compliance Zero, investiga suposta participação de Jaques Wagner em esquema de corrupção envolvendo o Banco Master.
  • Guimarães destaca que o governo Lula recebeu as investigações com naturalidade e que a autonomia da PF é garantida, mesmo quando aliados são investigados.
  • Há uma discussão dentro do governo sobre a possível substituição de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado para evitar desgastes eleitorais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

José Guimarães defendeu rigor nas apurações da PF sobre o Banco Master Marcelo Camargo/Agência Brasil- 16.04.2026

O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) do governo Lula, José Guimarães, disse nesta quinta-feira (18), em entrevista coletiva em Aracaju (SE), que as investigações da PF (Polícia Federal) sobre o caso das fraudes bilionárias do Banco Master devem ocorrer “doa a quem doer”. A afirmação foi feita quando Guimarães foi questionado sobre a nona fase da Operação Compliance Zero, que fez buscas e apreensões em endereços do líder do governo do Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

“O nosso governo tem uma orientação clara: apura-se tudo, doa em quem doer. Buscar cada vez mais a transparência, que é uma atitude do nosso governo. Transparência total, investigação total”, destacou o ministro responsável pela articulação política entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo. A entrevista coletiva foi divulgada na conta de Guimarães na rede social X.


Guimarães afirmou também que o governo recebeu a operação da PF com “absoluta naturalidade”. Apesar de Wagner, um dos aliados mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estar entre os investigados pelo esquema do Master, o ministro da SRI endossou o discurso de que o escândalo é fruto do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O governo anterior é o grande responsável, e nós queremos que as investigações aconteçam com todo rigor, porque a Polícia Federal tem a autonomia para investigar”, avaliou o ministro.


Leia Mais

Guimarães também afirmou que Wagner terá “toda a proteção” para que possa se defender dos indícios apresentados pela PF. “É uma liderança importante e ele terá todo o direito e a nossa proteção para se explicar e dar a versão dele sobre esse fato”, antecipou.

A fala de Guimarães corrobora a estratégia do governo Lula diante do episódio que foi adiantada pelo Broadcast Político. O governo vai adotar o tom de que a PF tem autonomia para investigar todas as pistas no caso do Banco Master e que a independência dada pelo presidente à PF para investigar seus adversários vale também para as apurações sobre os aliados.


Operação Compliance

A nona fase da Operação Compliance Zero apura os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Jaques Wagner no esquema. A PF suspeita que o petista recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.

Segundo os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.


A investigação também avalia se Jaques Wagner usou a atuação parlamentar para defender pautas de interesse do Banco Master no Congresso. Segundo os investigadores, o senador teria tratado diretamente com o ex-sócio da instituição Augusto Ferreira Lima sobre propostas que poderiam beneficiar o banco controlado por Daniel Vorcaro.

Os policiais apreenderam US$ 55 mil e 33,5 mil euros em endereços de Wagner. Somados e convertidos, os valores chegam a R$ 485 mil. Jaques Wagner nega irregularidades e diz acompanhar com tranquilidade as investigações.

Como mostrou o Broadcast Político, uma ala do governo defende que Wagner deixe a liderança do governo no Senado para conter eventuais desgastes ao governo no ano eleitoral. Essa ala, que acumula desgastes com o senador baiano desde a derrota da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal), possui até um substituto ao posto: o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE).

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.