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Coordenador de campanha de Flávio critica decisão que suspendeu visitas a Bolsonaro

Senador afirma que determinação de Moraes impõe tratamento desigual ao ex-presidente

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senador Rogério Marinho criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar Jair Bolsonaro.
  • Marinho classificou a medida como "autoritária" e "desproporcional", alegando perseguição contra Bolsonaro.
  • Comparou a situação de Bolsonaro com a de Lula em 2018, destacando tratamento desigual.
  • Marinho defendeu igualdade perante a lei e afirmou que a decisão é inconstitucional e autoritária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Senador Rogério Marinho vê autoritarismo em decisão de Alexandre de Moraes sobre Bolsonaro Valter Campanato/Agência Brasil - 13.07.2026

O líder da Oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-chefe do Executivo.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), Marinho classificou a medida como “autoritária” e “desproporcional” e afirmou que a decisão busca tornar Bolsonaro “incomunicável”. Para o parlamentar, a determinação representa uma “interferência no jogo político” e reforça a percepção de perseguição contra o ex-presidente e seus aliados.


“O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados”, disparou Marinho, ao comparar a situação de Bolsonaro com a do atual presidente durante o período em que o petista esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

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O senador também defendeu que não busca tratamento diferenciado para Bolsonaro, mas “igualdade perante a lei”. Segundo ele, impedir o contato entre pai e filho em razão da divulgação da carta configura uma tentativa de silenciamento.


Na nota, Marinho afirma ainda que a medida seria “inconstitucional” e compara a decisão a práticas de “regimes autoritários”. “Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa”, declarou.

A manifestação ocorre após a decisão de Alexandre de Moraes de restringir as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente no âmbito das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro.


Leia abaixo a íntegra da nota de Rogério Marinho:

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político.


A medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual. Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição.

O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais.

Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento.

Calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários. Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa.

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