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Lira diz que CPI da Braskem deve ser chance de Maceió buscar reparação e não 'palanque político'

O presidente da Câmara disse nas redes sociais que o povo não pode ser prejudicado e que confia em um trabalho 'técnico'

Brasília|Bruna Lima e Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília

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CPI começa em 2024, com escolha do relator
CPI começa em 2024, com escolha do relator

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que confia que a CPI criada pelo Senado que vai investigar as ações da Braskem em Maceió (AL) fará um “trabalho técnico, meticuloso e profundo de apuração das responsabilidades”.

Em cinco anos, a atuação da empresa na capital de Alagoas para extrair sal-gema provocou a remoção de 55 mil moradores, devido a riscos de desabamento, e resultou, nesta semana, no rompimento da mina 18.


A afirmação de Lira foi publicada nas redes sociais do parlamentar, na manhã desta quinta-feira (14). “O povo de Maceió não pode ser prejudicado. O compromisso público do presidente da CPI, senador Omar Aziz [PSD-AM], é nesse sentido. Portanto, esta CPI não deve ser um palanque político, e sim uma chance de Maceió e seus moradores buscarem reparação”, afirmou Lira.

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A CPI da Braskem foi instalada nesta semana, com a escolha dos senadores Omar Aziz e Jorge Kajuru (PSB-GO) para presidente e vice, respectivamente. A comissão terá 11 parlamentares titulares e deve começar os trabalhos em fevereiro de 2024, com a escolha do relator, decisão que é motivo de embate entre dois lados políticos da comissão.


De um lado está o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) — da mesma ala política que o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e do presidente da Câmara, Arthur Lira —, que cobra um compromisso do presidente da CPI para que não seja escolhido como relator um senador de Alagoas nem da Bahia, estado-sede da Braskem.

Segundo Cunha, esse acordo já havia sido construído “entre quatro paredes” e garantiria a isonomia do colegiado. Para o parlamentar, é importante excluir o nome de Renan Calheiros (MDB-AL) da lista de candidatos à relatoria; caso contrário, isso iria "misturar a figura do investigado e do investigador”. Por isso, Cunha exige que a escolha do relator considere o estado de origem de cada um.

Por outro lado, Calheiros disse que existe a certeza de que a CPI vai conduzir uma investigação “haja o que houver, doa a quem doer". “A situação de Alagoas é absolutamente lamentável. Mais de 200 mil pessoas, de uma forma ou outra, foram afetadas pelo crime ambiental da Braskem”, afirmou o senador.

No começo desta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros e representantes do estado nordestino para discutir o caso do afundamento em Maceió. O encontro contou com a presença de Lira, Calheiros e do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas.

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