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Lula defende fim da escala 6x1 e diz que ganhos não podem valer só para ricos

Petista ainda sustentou que é necessário garantir progresso social, para que democracia não caia em descrédito entre a população

Brasília|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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Lula também argumentou que pobres não ganham quando produtividade das empresas aumenta Ricardo Stuckert/PR - Arquivo

Dias após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para reduzir a jornada dos trabalhadores e acabar com escala de seis dias de expediente para um de descanso (6x1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender essas mudanças. As falas se deram neste sábado (18), durante o Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha.

Lula argumentou que, no formato atual, os trabalhadores não têm direito a se beneficiar do aumento da efetividade das empresas. “No Brasil, temos discutido o fim da jornada 6x1, porque me parece que os ganhos tecnológicos e a sofisticação da produção só valem para o rico. Para o pobre, vale nada. Ele não ganha porque a produtividade da empresa aumentou”, observou.


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Diante de outros líderes latino-americanos e também europeus, Lula sustentou ser necessário garantir progresso social para que a democracia não caia em descrédito entre a população. “Ela tem perdido credibilidade porque, muitas vezes, não deu resposta aos anseios da sociedade”, ponderou.

Nesta semana, o governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de mudança na lei, para acabar com a escala 6x1. A matéria prevê a redução do limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores, sem redução salarial.


A escala legal passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois de descanso e, mesmo com amplo apoio popular, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais.

Encontro de líderes internacionais

O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa lançada em 2024 que envolve os governos do Brasil, da Espanha, da Colômbia, do Chile e do Uruguai.


Em Barcelona, o evento, organizado pelo presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, conta com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile, Gabriel Boric, além de Lula.

No encontro, o presidente brasileiro ainda fez um discurso duro contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo.

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