Lula diz que país vive melhor momento econômico e que reeleição visa manter democracia
Em discurso durante a 68ª Cúpula do Mercosul, no Paraguai, presidente também destaca a ‘vitalidade de um jovem de 20 anos’
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (30), durante discurso na 68ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, que o Brasil vive seu “melhor momento econômico” após quase quatro anos de sua gestão no Planalto.
Em tom de campanha, Lula afirmou que o Brasil “é um país recuperado, vive seu melhor momento econômico”. “Vive seu melhor momento de crescimento enquanto o mundo está vivendo em crise”, ressaltou.
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Segundo o presidente, ele vai tentar a reeleição neste ano para “garantir que o país mantenha-se como um país democrático” e que possui a “vitalidade de um jovem” para enfrentar o pleito. “Eu, com 80 anos e vitalidade de um jovem de 20, vou concorrer mais uma vez às eleições do meu país”, declarou o petista.
“E vou concorrer para poder garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando uma nação de 215 milhões de habitantes. Uma população que, há muitas décadas, sonha em ser um país desenvolvido e que nunca consegue porque nunca deixam”, completou.
‘País destroçado’
Ainda segundo Lula, quando assumiu seu primeiro mandato, em 2003, o país estava “destroçado”, mas a situação foi revertida até o fim do seu segundo governo, voltando a piorar anos depois.
“Eu peguei o país destroçado em 2002 e entregamos um país que, em 2010, crescia 7,5%. A massa salarial era a maior da história e nós vivemos um momento muito importante”, enfatizou o presidente.
Integração regional
Lula chegou a Assunção, no Paraguai, na manhã desta terça-feira, e deve retornar a Brasília ainda no início da tarde. O encontro reúne líderes de países-membros e associados do bloco e visa discutir medidas de integração regional e o fortalecimento do comércio entre os entes.
Durante seu discurso, Lula anunciou que o Brasil custeará nova iniciativa para enfrentamento do crime organizado na América do Sul.
O projeto contará com uma sede no escritório da Interpol em Buenos Aires, com a presença de delegados dos 12 países da região na capital argentina por um ano.
Mais cedo nesta terça, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou que o Brasil vai destinar US$ 100 milhões por ano ao Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), mecanismo criado para reduzir as desigualdades entre os países do bloco sul-americano.
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