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Lula sugere o uso do Pix em países do Mercosul

Em cúpula no Paraguai, presidente afirma que integração financeira ‘aumentará a resiliência frente a choques externos’

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula propõe expandir o sistema de pagamento Pix para toda a América do Sul, visando a integração financeira no Mercosul.
  • O presidente destaca que a integração financeira pode reduzir custos, fortalecer o comércio intrabloco e aumentar a resiliência a choques externos.
  • Lula enfatiza o combate ao crime organizado, priorizando a cooperação internacional e a presença de delegados do Mercosul em Buenos Aires.
  • O presidente critica a falta de instituições sólidas no Mercosul e defende que o bloco funcione independentemente de ideologias políticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

"Experiências nacionais bem-sucedidas devem ser compartilhadas", disse Lula em discurso nesta terça Ricardo Stuckert / PR - 30.06.2026

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sugeriu nesta terça-feira (30) que o Pix seja expandido para toda a América do Sul, em um sinal de integração entre os países do bloco aduaneiro.

“Experiências nacionais bem-sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul”, disse o presidente, em discurso na cúpula do Mercosul, no Paraguai.


“A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos”, completou.

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Crime organizado

Lula também falou sobre o combate ao crime organizado, ressaltando que o governo brasileiro prioriza “o fortalecimento da inteligência e da cooperação internacional para asfixiar os escalões mais altos das redes criminosas e combater o tráfico de drogas e de armas”.


O chefe do Executivo informou que o Brasil vai custear a presença de delegados de países do Mercosul por um ano em Buenos Aires para “ampliar a coordenação no combate ao tráfico internacional de drogas e crimes correlatos”.

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Depois de ler o discurso, o presidente falou de improviso. Fez críticas ao Mercosul e a todos os países quando disse que é preciso ter “instituições sólidas” e defendeu que o bloco funcione independentemente de ideologias políticas.


“Um dos grandes problemas nossos é que não temos instituições sólidas. O Mercosul não pode funcionar com base na eleição deste ou daquele presidente. Senão, nunca vamos ter um bloco realmente forte e funcionando. A depender da vontade de um presidente, funciona; a depender (de outro presidente), não funciona. A gente nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade para ter influência no mundo”, declarou.

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