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Lula diz que vai à França para Cúpula do G7; Trump já confirmou presença no evento

A reunião ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho, na cidade de Évian-les-Bains

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula confirma participação na Cúpula do G7 na França, de 15 a 17 de junho, onde se encontrará com Donald Trump.
  • Presidente destaca a importância de fortalecer organismos internacionais como a ONU, ao invés de enfraquecê-los.
  • Lula defende a reforma da governança global, com mais países no Conselho de Segurança da ONU.
  • Critica o G7 atual por ser excludente e propõe inclusão de países da América Latina e África.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula confirmou presença no evento, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho Ricardo Stuckert/ PR - 28.05.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que decidiu comparecer à Cúpula do G7 deste ano, que ocorre em Évian-les-Bains, na França, entre os dias 15 e 17 de junho. O evento, que reúne diversos líderes internacionais, deve servir de cenário para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já tem presença confirmada na reunião.

“Eu nem ia ao G7, mas agora eu vou. Nem ia a Évian, mas vou ao G7 porque alguém tem que tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nessa coisa que está acontecendo, nesse desmonte do multilateralismo, da democracia e na desvalorização das instituições”, declarou Lula durante reunião ministerial.


O presidente sublinhou que a resposta para as crises globais não passa pelo enfraquecimento dos organismos internacionais, mas sim pela sua reestruturação. Ele voltou a cobrar uma reforma na governança global, uma das principais bandeiras da diplomacia brasileira.

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“Não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é fortalecendo-a. E o que o Brasil está reivindicando há muito tempo? Reivindica que haja mais países no Conselho de Segurança como membros permanentes”, completou.


Lula também criticou o formato atual do G7, bloco composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, classificando a composição como excludente e desatualizada frente aos desafios globais contemporâneos.

“Nois queremos que entre um país como o México ou outro da América Latina. Queremos que entrem países africanos. A geopolítica de 1945 não é a mesma de 2026″, defendeu o presidente. “Nós somos quase 200 países, mas não apitamos nada. Nós só fazemos discurso. Quem decide são os cinco membros [do Conselho de Segurança], e está na hora de fazê-los assumir a responsabilidade para melhorar a vida no planeta Terra”, disparou.

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