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Lula nega preferência comercial por China ou EUA e defende relação com todos os países

Na fala, feita ao lado do primeiro-ministro português, Lula voltou a defender o multilateralismo e o fortalecimento da OMC

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula afirmou que o Brasil não tem preferência comercial entre China e EUA, buscando relações com todos os países.
  • Aumento significativo das exportações de petróleo brasileiro para a China, alcançando US$ 7 bilhões no primeiro semestre de 2026.
  • Defesa do multilateralismo e fortalecimento da OMC em discurso ao lado do primeiro-ministro português.
  • Crítica ao Parlamento Europeu por suspender benefícios tarifários para o agro brasileiro, defendendo o acordo com a União Europeia e Mercosul.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente voltou a defender o multilateralismo e fortalecimento da OMC Ricardo Stuckert / PR

Em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que o Brasil tenha preferência comercial entre China ou Estados Unidos e defendeu o livre comércio com todos os países. A fala ocorre em meio ao aumento das exportações brasileiras para o país chinês, o que pode gerar retaliação do governo de Donald Trump.

Não temos preferência comercial entre China e Estados Unidos. Nós queremos ter relação com a China, queremos ter com os EUA, com a Rússia, com todo mundo, sem preferência“, comentou o petista.


A exportação de petróleo brasileiro para a China atingiu US$ 7 bilhões (cerca de R$ 34,9 na cotação atual) e mais que dobrou no primeiro semestre de 2026. Como quase 40% da commodity que passa pelo estreito de Ormuz tem como destino o país asiático, a guerra no Oriente Médio obrigou a procura por novas rotas de fornecimento.

Na fala, feita ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, Lula voltou a defender o multilateralismo e o fortalecimento da OMC (Organização Mundial do Comércio), para que a organização volte a funcionar.


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A OMC atua como uma arena importante de moderação em guerras comerciais, oferecendo instrumentos legais, espaço para negociações e gerando custos reputacionais. Entretanto, houve um desgaste no Órgão de Apelação da organização, quando nomes necessários para continuação do setor foram boicotados, em parte pelos EUA, que barraram as nomeações.

O Órgão de Apelação funciona como um tribunal de recursos, podendo determinar sanções a contraventores. Composto por sete membros, ele precisa de ao menos três para funcionar. Porém, as indicações devem ter um consenso unânime entre os membros da organização.


Acordo UE-Mercosul

Durante o discurso, Lula defendeu o acordo entre a União Europeia e Mercosul, negando que o agro brasileiro vá impactar o europeu. A fala é motivada pela decisão do Parlamento Europeu em suspender temporariamente os benefícios tarifários para produtos agrícolas sul-americanos. A medida foi justificada como tentativa de proteger os produtores do bloco europeu.

“Esse acordo começa a funcionar a partir do dia 1º de maio, de forma provisória, porque o Parlamento Europeu entrou com um recurso para tentar evitar, o que eu acho um erro. Um equívoco muito grande do Parlamento Europeu, porque, na hora em que eles conhecerem as possibilidades das oportunidades que esse acordo oferece tanto para a União Europeia, ao mercado da América do Sul e ao mercado da América Latina e a oportunidade que esse mercado oferece ao Brasil, nós não temos agricultura competitiva, temos complementariedade entre nossa agricultura”, disse.

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