Lula participa de evento com Jaques Wagner e chama ex-líder do governo de ‘irmão’
Senador deixou liderança do governo após ser alvo da Polícia Federal por suposto envolvimento com o caso Master
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Jaques Wagner (PT-BA) apareceram juntos na tarde desta quarta-feira (1º), em Alagoinhas, na Bahia, pela primeira vez desde que o parlamentar deixou a liderança do governo no Senado, na semana passada.
O encontro ocorreu durante um evento do governo federal para anunciar investimentos na área da saúde no estado.
Logo no início de seu discurso, Lula fez questão de citar Jaques e outros integrantes do grupo político petista baiano, formado também pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).
“A verdade é essa: nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão — e essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço, a ser quem eu sou”, afirmou o presidente.
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Lula também relembrou a trajetória política de Jaques Wagner e a surpresa que teve quando o então ministro do Trabalho decidiu disputar o governo da Bahia em 2006, enfrentando a hegemonia política do grupo ligado ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães.
“Eu achava impossível o Galego [Jaques] ser candidato aqui e ganhar. Ele era meu ministro do Trabalho quando me procurou e falou: ‘Ô Lula, eu vou ter que sair porque vou ser candidato a governador’. Eu falei: ‘Você é louco, cara. Você está aqui no meu governo e vai fazer uma aventura de enfrentar o carlismo?’. Ele respondeu: ‘Vou’. Eu disse: ‘Wagner, você vai perder as eleições’. E ele falou: ‘Eu vou ganhar’. E não é que o Galego veio e ganhou no primeiro turno as eleições?”, recordou Lula.
Investigações
O evento marcou a primeira aparição conjunta de Lula e Jaques Wagner desde a saída do senador da liderança do governo no Senado. Na última semana, o petista anunciou a decisão após reunião com o presidente, em meio às investigações sobre as fraudes do Banco Master conduzidas pela Polícia Federal.
Jaques foi alvo de busca e apreensão no caso e é suspeito de ter recebido vantagens indevidas por meio da aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões e de um repasse de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada à mulher de seu enteado, além de outros supostos benefícios. O senador nega irregularidades.
Ao deixar a liderança do governo, Wagner afirmou que pretende concentrar esforços em sua defesa e na disputa eleitoral de 2026.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, disse na ocasião.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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