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Ministério da Justiça questiona ação dos EUA contra brasileiros por suposta ligação com PCC

Governo contesta medida da gestão Trump e diz que o país tem capacidade institucional para combater o crime organizado

Agência Estado

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro manifestou preocupação com sanções dos EUA contra dois cidadãos e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC.
  • O Ministério da Justiça criticou medidas unilaterais que desconsideram a cooperação jurídica internacional.
  • Os EUA classificaram o PCC como organização terrorista, impondo sanções por supostos vínculos com o tráfico de drogas.
  • Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foram sancionados por lavagem de dinheiro usando criptomoedas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo Trump anunciou sanções a dois brasileiros e três empresas baseadas no país Elizabeth Frantz/ Reuters - 19.06.2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou “preocupação” com as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra dois cidadãos brasileiros e três empresas do país por suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou, em nota, que “o combate ao crime organizado transnacional não deve servir de pretexto para medidas unilaterais que desconsiderem a cooperação jurídica internacional e os tratados internacionais em vigor”.

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“A decisão não surpreende o governo brasileiro: trata-se de desdobramento que já se antevia, após a classificação do PCC pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira. Ainda assim, medidas unilaterais suscitam preocupação, uma vez que podem ser sucedidas por providências ainda mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional”, afirmou o ministério.

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O governo brasileiro disse que o país “possui instrumentos jurídicos, capacidade institucional e compromisso político para enfrentar o crime organizado”, citando investimentos de R$ 11 bilhões em ações contra o crime organizado.

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Alvos brasileiros

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com o PCC, agora apontado pelo governo norte-americano como a maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental, com atuação também no Reino Unido, Turquia e Japão.

Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), o grupo explorava o sistema financeiro dos EUA para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas.

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Entre os sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo Tesouro como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

De acordo com o comunicado, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades americanas, utilizando criptomoedas para transferir os valores ao Brasil.

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Também foi sancionada Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada.

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