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Ministro diz que decreto que muda VR fortalece programa de alimentação do trabalhador

Luiz Marinho rebateu acusações de empresas que afirmaram que as mudanças significariam a morte do PAT

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Luiz Marinho defende que o novo decreto do PAT fortalece o programa de alimentação do trabalhador.
  • Acusações de empresas, como a ABBT, afirmam que as mudanças podem ameaçar a sobrevivência do PAT.
  • Marinho destaca que as alterações visam aumentar a concorrência e beneficiar os trabalhadores.
  • O governo monitorará a implementação das mudanças e tomará providências se necessário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF) 25/09/2025 - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Luiz Marinho defendeu mudanças promovidas por Lula Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 25.9.2025

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu que o decreto de regulamentação do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), assinado nesta terça-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa um fortalecimento do programa. Ele rebateu acusações de empresas que afirmaram que as mudanças significariam a morte do PAT.

Marinho não citou nenhuma associação em específico. Na segunda-feira (10), um informe publicitário da ABBT (Associação Brasileira de Empresas de Benefícios ao Trabalhador), que representa as tiqueteiras tradicionais, sustentou que o presidente Lula estava “prestes a deixar uma marca negativa em sua história, às vésperas de um ano eleitoral” e colocando em risco a sobrevivência do PAT.

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“O que nós estamos fazendo a partir do decreto assinado hoje pelo presidente Lula é fortalecer ainda mais o PAT”, defendeu Marinho a jornalistas.

“Ao criar a condição de aumentar a concorrência, de diminuir taxas, de antecipar pagamento do que eles fariam, cria condições de inclusive chegar lá para o trabalhador e ele ser beneficiado desse processo”, completou.

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Marinho destacou que o governo discutiu muito em busca de uma pactuação de todo o setor, inclusive das empresas que têm maior participação no mercado de vale-refeição e vale-alimentação, para um processo de transição.

O ministro reconheceu, contudo, que não foi possível fazer um acordo com todos os envolvidos.

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“Isso não foi possível, porque nós queremos sair de qualquer possibilidade de alguém judicializar. Porém, quando não tem jeito, você tem que tomar uma decisão.”

Ele adiantou que o governo vai monitorar os próximos passos das mudanças e, se houver uma situação problemática, a AGU (Advocacia-Geral da União) vai atuar.

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“Alertei o ministro Jorge Messias para analisar inclusive esse informe publicitário que fala que o presidente pode estar assinando a morte do PAT, para tomar as providências. Nós tomaremos todas as providências para poder preservar e fortalecer o PAT.”

As declarações foram dadas após a assinatura de decreto de regulamentação do PAT, no Palácio da Alvorada, que contou com a presença também dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, além do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Setor de supermercados elogia medida

O único representante do setor foi o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), João Galassi, que participou da entrevista coletiva após o encontro junto de Marinho.

Segundo Galassi, a assinatura do decreto de regulamentação do PAT é “histórica” e terá impacto no setor com potencial de redução de preços para o consumidor.

“Hoje é um dia histórico, uma mudança fundamental. Esse governo decidiu descentralizar e fortalecer o PAT no País. O programa a partir de hoje ganhará muito mais força e adeptos, mais desconcentração. É um marco histórico”, declarou.

Galassi elogiou o governo pela decisão. Disse que promove “menos intermediação, mais alimentação”.

“Esse é o movimento claro e transparente do setor. Qual a grande diferença do Brasil para outros setores de outros países. Somos amplamente desconcentrados. Há alta desconcentração no setor”, afirmou, comparando com outros países, como Argentina, Peru e Chile, onde poucas empresas do setor de supermercados representam a imensa maioria de faturamento do país.

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