Ministros participam da final entre Flamengo e São Paulo por campanha contra racismo
O ministro do Esporte, o dos Direitos Humanos e da Cidadania e a da Igualdade Racial entrarão em campo antes da partida para incentivar denúncias
Brasília|Camila Costa, do R7, em Brasília

Os ministros do Esporte, André Fufuca, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, e da Igualdade Racial, Anielle Franco, vão participar de uma ação contra o racismo no esporte neste domingo (24), em São Paulo, durante a partida da final entre Flamengo e São Paulo pela Copa do Brasil, no estádio do Morumbi. Os ministros vão entrar em campo antes do jogo para exibir o número do Disque Denúncia do governo federal e distribuir camisetas aos jogadores.
A ação, intitulada “Com racismo não tem jogo”, também exibirá um balão inflável do Disque 100 e letreiros no telão do estádio que estimulam as denúncias contra o crime de racismo. De acordo com o governo, o objetivo é sensibilizar a população sobre a importância das denúncias de crimes de violação de direitos, entre eles o racismo.
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Um dos casos de repercussão foi o do jogador brasileiro Vinicius Jr., atleta do Real Madrid. Em maio deste ano, durante os jogos da La Liga, torcedores do Valencia deram início a gritos racistas contra o atacante. O jogo foi paralisado por cerca de nove minutos e recomeçou após conversas do árbitro, Ricardo de Burgos Bengoechea, com Vini e com Carlo Ancelotti, treinador merengue. No fim do jogo, ainda houve tempo para o brasileiro ser expulso após discussão com Hugo Duro. O valenciano aplicou um mata-leão em Vini Jr., que, ao sair da chave, acertou o rosto do adversário. O VAR, porém, apenas induziu Bengoechea à expulsão do camisa 20 do Real, que deixou o campo de jogo respondendo às provocações e aos gritos da torcida com um sinal de "segunda divisão".
Vini Jr. chegou a entrar em uma pequena discussão com o presidente da liga espanhola, Javier Tebas, que minimizou a culpa dos torcedores valencianos e afirmou que o brasileiro tem culpa por não ter comparecido a reuniões que tratariam do assunto.
Além de Vini Jr., Daniel Alves e Ronaldo também sofreram racismo na Espanha.













