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Morador do DF ganha a vida com barraquinha de cachorro-quente há 27 anos

O Cachorro-quente do Landi, na 405 sul, oferece até serviço drive-thru

Brasília|Do R7

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Landi Inácio de Oliveira trabalhou em padaria 11 anos antes de abrir o negócio: experiência prévia
Landi Inácio de Oliveira trabalhou em padaria 11 anos antes de abrir o negócio: experiência prévia
Das 18h às 22h30, o cachorro-quente com pão, molho, salsicha, batata palha, queijo e milho é vendido, com brigadeiro para sobremesa
Das 18h às 22h30, o cachorro-quente com pão, molho, salsicha, batata palha, queijo e milho é vendido, com brigadeiro para sobremesa

Na saída da quadra 405 da Asa Sul, área central de Brasília, uma barraquinha de cachorro-quente serve apenas um sabor do lanche e não abre aos sábados. O fato de fechar em pleno sábado e ter cardápio de um item não é sinal de crise. É um 'luxo' conquistado com 27 anos de trabalho. Nas quase três décadas, o Cachorro-Quente do Landi angariou vasta clientela e e coleciona histórias que se confundem com a da própria cidade.

Landi Inácio de Oliveira trabalhou em uma padaria na quadra comercial 206 Sul por 11 anos.


— Eu fazia pão, doce, bolo, tudo o que você pode imaginar. Aprendi o jeito.

Além de se tornar um padeiro experiente, Landi, como é conhecido, também aprendeu a lidar com o público e até a gerenciar um negócio. Ele relembra:


— Já fui até substituto do gerente quando ele faltava. Fiz muitas coisas, mas sempre trabalhei com gente. Eu aprendi logo que o que leva uma empresa para frente é qualidade e atendimento.

Para complementar a renda, o padeiro decidiu começar a vender cachorro-quente em um carrinho quando não estava na padaria. Após oito meses de jornada dupla, o lanche típico norte-americano tornou-se a atividade principal, Landi deixou a panificadora e se fixou próximo ao balão da 405 Sul.


Às 8h, Landi e três irmãos acordam para começar a preparar o pão, o molho, a batata e o brigadeiro. Os únicos ingredientes que não são feitos pela família são o queijo muçarela e o milho. Dez horas depois, já está tudo pronto na barraquinha do Landi, com 64 cadeiras e 16 mesas. Ele não gosta de falar em números, mas admite que é comum que as centenas de lanches se esgotem diariamente.

Os clientes podem recorrer ao serviço 'drive-thru': quando um carro para no ponto de taxi, um funcionário já está na janela anotando o pedido. Se for dia de chuva, quatro guarda-chuvas são colocados à disposição. Os funcionários são frequentemente orientados. Para os novatos, há treinamento de dois dias, teórico e prático.


Vinícius Magrão trabalha em uma brinquedoteca e tem 29 anos. Há três, passou a frequentar o Landi com os amigos em um dia em que a barraquinha de costume estava fechada. A rotina mudou definitivamente.

— O atendimento nos conquistou desde o primeiro momento. O próprio Landi veio falar conosco, super simpático.

O público é diverso. O estudante Leonardo Marinho tem 16 anos e frequenta o local desde pequeno. Ele conta:

— Minha família se tornou amiga da família do Landi. Além do atendimento muito amigável, o cachorro-quente de lá é o melhor de Brasília, na minha opinião.

Landi, durante a entrevista, dividia-se, com sucesso, em cumprimentar clientes, acenar para as buzinas conhecidas no balão e orientar os atendentes sempre que alguém chegava. Quando questionado se pretende continuar o negócio que se aproxima das três décadas, ele é categórico e sorri:

— Não há dúvidas! Já atendi filho, pai e avô aqui. Já vi muita gente crescer e até fazer pedido de casamento na barraquinha. Fiz muitos amigos. É sensacional.

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