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Moraes autoriza réus do 8 de Janeiro a assistir ao próprio julgamento da cadeia

As determinações valem até o fim da sessões; penas podem chegar a 32 anos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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STF julga quatro ações penais nesta quarta
STF julga quatro ações penais nesta quarta

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou Aécio Lúcio Pereira e Matheus Lima de Carvalho Lázaro, os primeiros réus que vão ter as ações penais julgadas nesta quarta-feira (13), a assistir à sessão do presídio. O julgamento diz respeito aos ataques de 8 de janeiro. As determinações valem até o fim do julgamento e não em outros horários não consignados. As defesas haviam pedido que eles fossem ao julgamento presencialmente.

Além dos dois casos, os magistrados analisam os processos de Thiago de Assis Mathar e Moacir José dos Santos. As ações, relatadas por Alexandre de Moraes, serão julgadas pelos ministros no plenário físico da Corte.

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Os quatro réus vão ser julgados pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima, além de deterioração de patrimônio tombado. As penas podem chegar a 32 anos.

Leia mais: Saiba quem são primeiros réus que vão ser julgados pelos atos do 8/1

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As denúncias foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aceitas por decisão dos ministros do Supremo no plenário virtual. Depois disso, foram feitas as audiências de instrução dos processos, com coleta de depoimentos de testemunhas de defesa e acusação e interrogatório dos réus.

De acordo com o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que assina as denúncias, "todos os agentes unidos pelo vínculo subjetivo, imbuídos de iguais propósitos e contribuindo uns com os outros para a obra criminosa coletiva comum, tentaram, com emprego de violência e grave ameaça, abolir o Estado democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos Poderes Constitucionais".

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Como será o julgamento

As ações serão julgadas individualmente. Em cada caso, a análise começa com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o ministro revisor, Nunes Marques, poderá fazer complementos ao relatório. Depois disso, a acusação, representada pela PGR, e a defesa terão uma hora cada uma para apresentar argumentos e provas sobre o réu em julgamento.

A votação que decidirá a culpa ou inocência de cada um dos acusados será iniciada pelo relator, seguida pelo voto do revisor. Na sequência, a votação será realizada a partir do ministro mais recente, Cristiano Zanin, até chegar ao ministro mais antigo na Corte, Gilmar Mendes. O último voto é da presidente do Supremo, Rosa Weber.

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Ao todo, deverão ser analisadas no plenário 232 ações penais contra réus acusados dos crimes mais graves que ocorreram no 8 de Janeiro.

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