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Moraes levanta suspeita de participação de órgão estrangeiro em relatório da PF contra ele

Ministro afirma que documento não teria sido produzido integralmente dentro da PF e fala em possível interferência nas eleições

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexandre de Moraes suspeita de participação de agentes externos na elaboração de relatório da PF sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro.
  • Moraes afirma que o relatório não poderia ter sido produzido em 72 horas e sugere interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
  • O plenário do STF se reúne para decidir sobre uma possível investigação contra Moraes, com base em informações da PF sobre o Banco Master.
  • Moraes nega qualquer contato com Vorcaro e classifica as acusações como uma "farsa incriminatória" com objetivos político-eleitorais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes chama investigação de Mendonça de ‘farsa incriminatória’ Antonio Augusto/STF

Em defesa ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro da Corte Alexandre de Moraes cita a participação de “agentes externos” na elaboração do relatório investigativo sobre seu envolvimento com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No ofício, Moraes alega que o envolvimento de estrangeiros seria uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras.

Segundo Moraes, seria “impossível” o relatório ter sido produzido em 72h. Ele aponta que o documento foi aberto e finalizado no mesmo dia no computador da PF, o que supostamente indica que o material foi simplesmente inserido.

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“O prazo de elaboração foi de 72 horas, impossível para aquele relatório, mas os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos – pela forma de produção, provavelmente estrangeiros, comprovando a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras – que somente enviaram o resultado para a Polícia Federal”, aponta o ministro.

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Nesta terça-feira (15), o plenário do Supremo se reúne para analisar se deve ser aberta uma investigação contra Moraes. A apuração está relacionada a informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações sobre o Banco Master.

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Relatórios da PF apontaram que Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes para pedir intervenção em favor da instituição financeira e ajuda para evitar medidas contra o banco.

‘Vingança’ e ‘farsa incriminatória’

Moraes classificou, ainda, o pedido como uma “farsa incriminatória”, acusando o ministro André Mendonça de agir de forma “covarde” e “desesperada”, com finalidade “político-eleitoral”.

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Na defesa apresentada no processo, Moraes nega qualquer diálogo com Vorcaro e afirma que nunca enviou mensagens ao empresário. Segundo o ministro, a tentativa de vinculá-lo ao caso se baseia em anotações encontradas no bloco de notas do celular de um terceiro.

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