Motta diz estar ‘tranquilo’ após PF citar diárias pagas por Vorcaro em Lisboa
Nome do deputado aparece em mensagens analisadas pela Polícia Federal sobre hospedagem em hotel de luxo
Brasília|Gabriela Coelho e Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou estar “tranquilo” em relação às informações reveladas por investigação da PF (Polícia Federal) que apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria custeado diárias do parlamentar em um hotel de luxo em Lisboa, durante viagem realizada em junho de 2024. O nome do deputado aparece em mensagens analisadas pelos investigadores e encaminhadas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo a apuração da PF, Vorcaro trocou mensagens com um assessor sobre a reserva de hospedagens na capital portuguesa. Em uma das conversas, o banqueiro menciona a necessidade de providenciar quartos para “Ciro e Hugo”, em referência ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a Hugo Motta.
Posteriormente, após ser informado de que duas suítes haviam sido reservadas no hotel Four Seasons, o empresário enviou uma lista de participantes que incluía Nogueira e o presidente da Câmara.
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Questionado sobre o caso, Hugo Motta afirmou que não tem preocupação com as investigações e defendeu que as apurações sejam conduzidas pelos órgãos competentes.
“Eu tenho muita tranquilidade com relação a isso. Não posso falar por aquilo que eu não fiz. As investigações estão aí, os órgãos estão trabalhando, e eu defendo que as apurações aconteçam da maneira mais isenta e imparcial possível”, declarou.
Motta também afirmou que os vazamentos relacionados ao caso não o preocupam. “Tenho muita tranquilidade, e essas colocações, esses vazamentos, não me preocupam de forma alguma”, acrescentou.
Os investigadores destacam ainda que, na mesma troca de mensagens, Vorcaro encaminhou um áudio orientando o assessor a adotar cuidados com a segurança e a confidencialidade das informações.
Para reforçar a hipótese de que as conversas tratavam da viagem a Lisboa, a PF cruzou as mensagens com documentos encontrados nos e-mails do banqueiro. Entre os arquivos apreendidos está uma fatura referente a hospedagens na cidade portuguesa em junho de 2024. De acordo com os investigadores, as diárias no hotel somaram 3.155,71 euros, valor equivalente a cerca de R$ 18,2 mil na cotação da época.
As conclusões constam de documentos enviados pela Polícia Federal ao STF no âmbito das investigações da operação Compliance Zero.
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