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MP Eleitoral quer usar provas de investigações criminais para barrar candidatos ligados a facções

Objetivo é impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério Público Eleitoral busca usar provas de investigações criminais para barrar candidatos ligados a facções, mesmo sem condenação judicial.
  • Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral, criado pelo MPF, lidera a iniciativa com vigência até outubro de 2027.
  • Provas criminais serão integradas no manual de impugnação de candidaturas, com uma nota técnica orientando as estratégias do MP nas eleições.
  • O procurador-geral da República reforçou o compromisso do MP em impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

MPE busca usar provas de investigações criminais para barrar candidatos ligados a facções Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O MPE (Ministério Público Eleitoral) pretende ampliar o uso de elementos obtidos em investigações criminais para contestar candidaturas de pessoas com supostas ligações com facções criminosas, mesmo quando ainda não houver condenação judicial que gere inelegibilidade. A orientação deverá ser direcionada a promotores e procuradores de todo o país para as eleições deste ano.

A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral, criado no MPF (Ministério Público Federal) no início do ano com o objetivo de enfrentar a influência do crime organizado no processo eleitoral. Ele tem vigência até outubro de 2027.


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O colegiado propôs que a utilização de provas produzidas na esfera criminal passe a integrar o manual de impugnação de candidaturas elaborado para o pleito. O grupo prepara uma nota técnica com orientações para nortear as estratégias do MP nas eleições. Faz parte de suas atribuições elaborar estudos e planos de ação com abrangência nacional.

A avaliação do Ministério Público é que investigações e processos penais podem fornecer elementos relevantes para demonstrar vínculos entre candidatos e organizações criminosas e contribuir para impedir que elas ocupem espaços institucionais por meio das eleições.


Em abril, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou durante encontro com procuradores de todo o país que o Ministério Público vai “atuar firme” para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral pode propor ações, contestar registros de candidatura e acompanhar processos em todas as fases do pleito, além de emitir parecer nos processos judiciais. O órgão não tem sede física e é composto por membros do Ministério Público Federal e dos Ministérios Públicos estaduais.

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