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STF ainda vai decidir se eleições para governador do Rio serão diretas ou indiretas

Após derrota de Cláudio Castro no TSE, o STF tem caminho liberado para retomar julgamento sobre eleições

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF decidirá se a eleição para governador do Rio será direta ou indireta.
  • O ex-governador Cláudio Castro está inelegível até 2030, após confirmação do TSE.
  • O estado do Rio de Janeiro enfrenta uma crise institucional com dupla vacância.
  • Atualmente, o desembargador Ricardo Couto governa provisoriamente o estado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cenário político do Rio segue indefinido à espera de decisão do STF Tânia Rêgo/Agência Brasil - 06.10.2023

O Rio de Janeiro ainda aguarda uma decisão final do STF (Supremo Tribunal Federal) para definir quem comandará o governo do estado.

Após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar os recursos e manter a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro até 2030, o foco da disputa jurídica deixou de ser o futuro político de Castro. Agora, a principal questão é como será escolhida a pessoa que cumprirá o chamado “mandato-tampão”: por meio de uma eleição direta, com a participação dos eleitores, ou de uma eleição indireta, realizada pelos deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).


A crise institucional no Executivo fluminense decorre de uma situação de dupla vacância incomum, provocada por uma sequência de eventos.

O vice-governador Thiago Pampolha havia deixado o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). O terceiro na linha, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, foi preso e teve seu mandato cassado.


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Cláudio Castro renunciou ao cargo em março sob a justificativa de se desincompatibilizar para disputar o Senado. Contudo, logo em seguida, o TSE confirmou sua condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, aplicando a inelegibilidade.

Atualmente, o estado está sendo governado provisoriamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o desembargador Ricardo Couto.


Com a publicação do acórdão e a rejeição dos recursos de Cláudio Castro pelo TSE, o STF tem o caminho liberado para retomar o julgamento interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Ainda não há uma previsão de quando o ministro vai liberar a ação para julgamento. O Judiciário entra de recesso em julho e retorna apenas em agosto. Até o momento há quatro votos para a eleição ser indireta.


Cabe aos ministros da Suprema Corte decidir qual modelo deve prevalecer para preencher a vaga do Palácio Guanabara.

Enquanto a palavra final não vem, o Rio de Janeiro segue sob uma governabilidade temporária, aguardando as regras do jogo que ditarão os rumos políticos do estado até as próximas eleições gerais.

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