'Ninguém vai conceder aquilo que é impossível', diz Ibaneis sobre greve dos professores
Chefe do Executivo local disse que a paralisação não faz o menor sentido
Brasília|Do R7

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse nesta segunda-feira (8) que existe a Lei de Responsabilidade Fiscal e que "ninguém vai conceder aquilo que é impossível. Então, não adianta também o sindicato [Sinpro-DF] pedir aquilo que o governo não tem condições de conceder porque não vão conseguir levar". Para Ibaneis, o "sindicato tem que cumprir a decisão judicial e deixar os professores voltarem à sala de aula", ressaltou.
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O chefe do Executivo local afirmou que "decisão judicial é para ser cumprida", em refêrencia ao despacho do desembargador Roberto Freitas Filho, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF), sobre a ilegalidade da greve dos professores e orientadores educacionais da rede pública, que teve início no dia 4 de maio. A decisão menciona o imediato retorno ao trabalho de todos os profissionais, sob pena de multa diária de R$ 300.000.
Ibaneis disse, ainda, que o Governo do Distrito Federal (GDF) já estava conversando com o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) antes da paralização. "Essa greve não faz o menor sentido. Até porque o Distrito Federal já vinha negociando com o sindicato dos professores, todas as portas estiveram abertas, eles foram recebidos por várias vezes pelo secretário Ney Ferraz [Planejamento, Orçamento e Administração] e pelo secretário Gustavo [Casa Civil]", ressaltou. "Então, as negociações estavam em pleno andamento e elas continuam a partir do momento que o sindicato saia dessa posição de radicalização e coloque os alunos novamente dentro das salas de aula e reconheçam que estão causando um grande prejuízo para a sociedade do Distrito Federal", ressaltou o governador.
Reajuste salarial
O governador Ibaneis Rocha sancionou o projeto de lei que aumenta o salário de servidores públicos efetivos, aposentados e pensionistas do DF. O reajuste linear é de 18%, e o governo dará o aumento em três parcelas de 6%, no mês de julho de 2023, de 2024 e de 2025. O impacto aos cofres públicos será de R$ 8 bilhões.















