Nunes Marques começa a analisar propostas de institutos de pesquisa nesta semana
Na semana passada, o presidente do TSE se reuniu com as empresas e anunciou a intenção de criar um selo de acurácia
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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, vai começar a analisar, nesta semana, as propostas feitas por institutos de pesquisa para aprimorar as sondagens eleitorais realizadas no país.
Na semana passada, o presidente da Corte se reuniu com as empresas e anunciou a intenção de criar um selo de precisão eleitoral para premiar os institutos de pesquisa que chegarem mais perto dos resultados do pleito.
A minuta com a proposta de premiação foi apresentada no TSE em reunião com 16 institutos de pesquisa e foi alvo de críticas. A Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) chegou a afirmar que a iniciativa parte de uma premissa tecnicamente equivocada sobre a natureza dos levantamentos de opinião pública. Diante da rejeição, Nunes Marques abriu um prazo para novas sugestões.
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A iniciativa de se reunir com os institutos de sondagem faz parte de um esforço da Corte Eleitoral para avaliar possíveis atualizações normativas e debater a metodologia e a transparência das sondagens eleitorais no país.
A abertura dessa agenda atende a demandas antigas do setor e do próprio ambiente político, que busca maior previsibilidade e segurança jurídica na divulgação de dados de intenção de voto.
Nos últimos anos, os critérios de registro, as metodologias de amostragem e a divulgação de pesquisas na reta final das campanhas têm sido alvo de intensos debates e questionamentos judiciais.
Em junho, o ministro determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da pesquisa do Instituto AtlasIntel que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O foco do ministro Nunes Marques será avaliar a viabilidade técnica e jurídica das sugestões enviadas pelas entidades representativas e pelos próprios institutos.
O objetivo é equilibrar a liberdade de expressão e a atividade científica das empresas de pesquisa com a necessidade de garantir informações confiáveis ao eleitorado, mitigando eventuais distorções ou manipulações no mercado de dados.
Big techs
Na quinta-feira (16), a Corte oficializou parcerias com as principais plataformas digitais e, de forma inédita, com as maiores desenvolvedoras de inteligência artificial do mercado.
Nunes Marques se reuniu com as empresas para traçar estratégias e coordenar ações conjuntas de combate ao discurso de ódio e à propagação de notícias falsas durante o período eleitoral.
Nesta semana, o ministro vai receber sugestões das plataformas para o aperfeiçoamento do processo eleitoral.
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