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Nunes Marques suspende pesquisa que apontou queda de Flávio após áudios a Vorcaro

A pedido do PL, TSE barra levantamento do Instituto AtlasIntel sob o argumento de que ele induzia resposta negativa sobre o senador

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Kassio Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que indicava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.
  • A decisão foi motivada por um pedido do Partido Liberal, que contestou a metodologia da pesquisa, alegando indução negativa.
  • O CEO da AtlasIntel admitiu viés político na pesquisa, o que reforçou a decisão do ministro.
  • A empresa deve se abster de divulgar a pesquisa e apresentar documentação técnica complementar ao TSE.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Nunes Marques
Decisão do ministro Nunes Marques foi encaminhada para referendo do plenário do TSE Antonio Augusto/TSE - 25.5.2026

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A publicação ocorreu logo após a revelação de conversas gravadas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.


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A decisão atende a um pedido de liminar protocolado pela coordenação jurídica do PL (Partido Liberal). A legenda contestou a metodologia aplicada pelo instituto, argumentando que o questionário feria o princípio da neutralidade ao induzir os entrevistados a uma percepção negativa sobre o pré-candidato antes de colher as intenções de voto.

Na decisão, o ministro apontou que, em outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, não havia perguntas semelhantes e nem o uso de peças audiovisuais como o verificado nesta.


“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com os questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, afirmou o ministro.

Viés político

A decisão cita uma entrevista do CEO da AtlasIntel, na qual o executivo admitiu o viés político do conteúdo e emitiu juízos de valor, afirmando que o áudio vazado revelava “fatos extremamente graves” capazes de comprometer a viabilidade de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.


“Tais circunstâncias corroboram os argumentos deduzidos na inicial acerca da possível utilização de estímulos indutivos aptos a contaminar as respostas subsequentes relativas à imagem, rejeição e intenção de voto, reforçando a plausibilidade jurídica da tese de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”, afirmou Nunes Marques.

Embora a pesquisa já tivesse sido divulgada, o ministro entendeu que a manutenção de sua circulação digital gera efeitos de difícil reversão e pode induzir o eleitorado a erro.


O ministro determinou que a AtlasIntel se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa em seus canais oficiais.

Além disso, a empresa deve apresentar, no prazo de dois dias, documentação técnica complementar, incluindo os registros técnicos.

A decisão tem caráter urgente e provisório, não representando o julgamento definitivo do caso, e foi encaminhada para referendo do plenário do TSE.

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