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TSE propõe reconhecer qualidade de institutos que divulgarem resultados próximos ao das urnas

Segundo a Corte, medida visa incentivar o cumprimento das regras do tribunal; maioria dos institutos, contudo, é contrária à iniciativa

2026|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília e Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • TSE propõe criar o Selo Acurácia Eleitoral para premiar institutos de pesquisa cujos resultados se aproximem dos das urnas.
  • O selo visa incentivar a precisão dos dados, visibilidade das empresas e cumprimento das normas do TSE.
  • Institutos como Datafolha e IPEC se opõem à proposta, enquanto DataPovo apoia a iniciativa.
  • O TSE aceitará sugestões para a proposta até sexta-feira, em meio a polêmicas sobre pesquisas eleitorais recentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O TSE aceitará sugestões até o fim desta semana para o aprimoramento da proposta Antonio Augusto/TSE - 01.07.2026

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) discutiu, em reunião com representantes de institutos de pesquisa nesta terça-feira (14), a criação de um selo para “reconhecimento e valorização” de empresas cujos resultados dos levantamentos se aproximem da contagem final das urnas.

De acordo com a minuta proposta, a medida, batizada de Selo Acurácia Eleitoral, busca aprimorar e contribuir para a precisão dos dados levantados, trazer visibilidade a empresas com melhor desempenho, estimular a obediência às normas do TSE e fomentar a transparência e a confiabilidade das informações.


Concorrem institutos registrados no sistema do Tribunal PesqEle (Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais) que atendam aos critérios técnicos e que não tenham sido condenados por decisão judicial. Serão contempladas duas categorias de pesquisa: as realizadas em dia de votação (boca de urna) e aquelas feitas nos sete dias que antecedem o pleito.

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Como vai funcionar

O texto define que o selo possui apenas caráter honorífico, ou seja, não funciona como garantia de qualidade nem gera “qualquer direito ou vantagem” para com a Administração Pública.


A entrega dos selos ocorrerá em anos eleitorais, em data seguinte ao fim do segundo turno, e será realizada em cerimônias públicas organizadas pelo TSE e pelos TREs (Tribunal Regional Eleitoral).

Resistência das empresas

A proposta, no entanto, não aparece como consenso entre os envolvidos. O R7 apurou que ao menos seis institutos de pesquisa se posicionaram contrários após tomarem ciência da medida. Foram eles: Datafolha, Quaest, IPEC, IPESPE, PoderData e MDA. O DataPovo, por outro lado, mostrou-se favorável à iniciativa.


Um representante de um dos institutos, que não quis ser identificado, lamentou a proposta, ressaltando que a medida não ocorre em outros países. “É uma lógica muito equivocada entender que a pesquisa tem que bater com o número da urna. Pesquisa é retrato, não projeção”, defendeu.

O TSE informou que aceitará sugestões para reforma e melhoria da proposta até esta sexta-feira (17).


Pesquisa suspensa

A iniciativa ocorre em um contexto de recentes polêmicas envolvendo resultados de levantamentos eleitorais.

No início de junho, uma decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel, registrada sob o número BR-06939/2026, que apresentava porcentagens a respeito da corrida presidencial nas eleições deste ano. O magistrado apontou que o levantamento continha “suspeitas de indução ao eleitor”.

Nunes Marques acatou o pedido do Partido Liberal, que alegou que a estrutura das perguntas induzia respostas prejudiciais ao senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Para o ministro, havia sinais de indução desse enviesamento, como a divulgação de áudios que relacionam Flávio Bolsonaro a ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto de pagamento para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A empresa AtlasIntel contestou a decisão.

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