‘O problema é quando quer atrapalhar’, diz Durigan sobre decisão dos EUA contra PCC e CV
Ministro defendeu a cooperação internacional no combate às facções, mas alertou para riscos de prejuízos à economia brasileira
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (1º) que qualquer iniciativa internacional para combater o crime organizado é bem-vinda, desde que não gere impactos negativos para o Brasil. A declaração foi dada ao comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
“O que vier do exterior para colaborar contra o crime organizado é ótimo, sempre achamos bem-vindo. O problema é quando quer atrapalhar”, disse o ministro.
Durigan afirmou que ainda aguarda mais informações antes de iniciar conversas sobre os possíveis desdobramentos da medida com autoridades americanas.
“Eu estou sempre aberto e tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, a gente está reunindo as informações, vendo e avaliando o que vem pela frente e os próximos passos. Tendo todas as informações e um diagnóstico claro, eu vou conversar”, afirmou.
Leia Mais
Segundo o ministro, a principal preocupação do governo é entender até que ponto a decisão dos Estados Unidos poderá ampliar a margem de escolha de órgãos norte-americanos e gerar impactos sobre empresas e instituições financeiras brasileiras.
“As principais preocupações no momento são o quanto de espaço e discricionariedade isso vai abrir, tornando empresas brasileiras e bancos alvos de algo que hoje não é uma realidade concreta. Vamos continuar tentando combater as organizações criminosas sem que haja prejuízo real para a nossa economia”, declarou.
Balanço da agenda econômica
Durante o encontro com Lula, Durigan também apresentou um balanço da agenda econômica do governo. Segundo ele, foram discutidos os resultados recentes do PIB, a formação bruta de capital fixo, além de temas ligados à sua viagem à China, prevista para o fim do mês, e aos avanços da agenda multilateral.
“Eu pude detalhar os dados do PIB que saíram recentemente, entrar em pormenores e, em especial, falar sobre a formação bruta de capital fixo e uma série de outros temas da agenda, minha viagem para a China no fim do mês e os avanços que têm ocorrido com a agenda multilateral. O Eco Invest também será pauta na China e no Japão. Foi um despacho econômico sobre os principais pontos, sem grandes novidades”, concluiu.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














