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Oposição critica veto de Lula para redução de penas ao 8 de Janeiro

Parlamentares alegam ‘vingança’ e querem sessão para derrubar veto; governistas saem em defesa de decisão

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A oposição critica o veto de Lula à redução de penas para condenados do 8 de Janeiro.
  • Parlamentares se mobilizam para derrubar a decisão, alegando vingança política.
  • A base governista defende a manutenção do veto, considerando-o essencial para a democracia.
  • A expectativa é que a discussão ocorra na primeira sessão do Congresso em fevereiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Redução de penas a condenados por protestos do 8 de Janeiro volta para análise do Congresso Joedson Alves/Agencia Brasil - 07.02.2023

A oposição ao governo Lula (PT) criticou o veto presidencial ao projeto que propunha redução de penas aos condenados do 8 de Janeiro. O ato foi confirmado nesta quinta-feira (8) e pode ser derrubado por parlamentares.

O movimento confirma um novo embate entre Planalto e uma ala do Congresso Nacional, formada em maioria por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Horas após o veto, deputados e senadores saíram em defesa da redução das penas e prometeram rever a decisão de Lula.

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O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a decisão de Lula como “hipocrisia” e disse que a decisão ter sido atrelada à defesa da democracia foi um “instrumento de vingança política”, conforme indicado por Lula.

“É perseguição. Democracia não se defende com arbitrariedade. Defende-se com lei, equilíbrio e reconciliação”, sustentou Marinho. O líder ainda defendeu que a liberdade a presos contemple o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, e teria, com o projeto de dosimetria, o regime fechado reduzido a 2 anos e 4 meses.

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Na Câmara, deputados dão como certo a derrubada do veto de Lula, e chegam a defender o texto antes mesmo da volta do recesso, em 1º de fevereiro. Um pedido para esse fim foi apresentado pela deputada Carolina De Toni (PL-SC) e pede “apreciação imediata”.

A deputada também sustenta que a decisão teria tido motivação política. “Nem estamos falando ainda da anistia ampla geral e irrestrita que é o que essas pessoas merecem, mas de uma proposta ‘amena’”, disse.

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Apesar da solicitação, não há indicativo de que o pedido seja atendido, com análise que deve ser marcada dentro do calendário normal pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), considera que a derrubada da decisão de Lula será confirmada na primeira sessão do Congresso. Ele saiu em defesa da decisão de parlamentares.

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“O Congresso fez sua parte. Corrigiu excessos. Buscou equilíbrio. Tentou devolver racionalidade ao processo penal. O veto ignora isso tudo e rasga a vontade soberana do parlamento.”

Governo: manutenção do veto

Em outra frente, parlamentares da base governista sustentam que tentarão votos para manter o veto definido por Lula. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirma que a derrubada da decisão de Lula seria equivalente a “ignorar” crimes do 8 de Janeiro, e aposta no apoio do Senado para manter a decisão presidencial.

“É natural que quem defendeu o projeto da dosimetria sustente a proposta. Da mesma forma, é natural que a base do governo atue para manter um eventual veto presidencial”, afirmou. “Eu acredito que isso levará os senadores a manter o veto”, indicou, em outro momento

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou a jornalistas considerar que o partido tem condições em manter o veto presidencial ao texto.

“A gente vai querer derrotar isso na Câmara. É um longo processo. Trinta e quatro votos, com um mês de antecedência, é um prazo bastante razoável para o governo trabalhar. Essa não é uma questão secundária, é uma questão central para a defesa da democracia brasileira”, declarou.

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