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PF mira R$ 510 mil apreendidos com mulher de Cezinha em investigação sobre tráfico de influência

Deputado e mulher são alvos de inquérito que investiga possível tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Judiciário

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • PF apreendeu R$ 510 mil em dinheiro vivo com a esposa do deputado Cezinha de Madureira no Aeroporto de Congonhas.
  • Operação Transparência investiga tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo tribunais superiores.
  • A advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa do deputado, é apontada como peça central na estrutura investigada.
  • STF determinou avocação da investigação e expediu mandados de busca e apreensão contra os envolvidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deputado federal foi alvo de ação de busca e apreensão em São Paulo Cláudio Araújo/PSD - Arquivo

A Polícia Federal apreendeu, em 25 de agosto deste ano, R$ 510 mil em dinheiro vivo na bagagem de mão da mulher do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), a advogada Valéria Rodrigues Linhares.

Os dois foram alvo nesta segunda-feira (14) da terceira fase da Operação Transparência, que apura crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, lavagem de dinheiro e corrupção passiva em tribunais superiores.


A informação sobre a apreensão do dinheiro foi divulgada na decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que autorizou a operação da PF nesta segunda.

As investigações detalham que o grupo do qual Cezinha de Madureira supostamente fazia parte negociava quantias expressivas sob a promessa de influenciar decisões judiciais em processos em andamento.


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Segundo a PF, Valéria Rodrigues Linhares desempenhava papéis centrais na estrutura investigada, sendo supostamente responsável por redigir, revisar e assinar os instrumentos de honorários e de cessão de crédito, além de acompanhar e sinalizar a evolução dos processos e participar em contratos de honorários de êxito.

A quantia foi apreendida pela PF no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando Valéria embarcava para Brasília. A defesa alegou tratar-se de honorários pagos por cliente.


No entendimento da PF, a apreensão de R$ 510 mil em espécie em poder de uma pessoa do núcleo familiar de Cezinha “é relevante por razão distinta da mera suspeita patrimonial”.

Para a corporação, isso indica que a liquidação das vantagens ajustadas nos contratos de honorários “potencialmente se opera, ao menos em parte, por transporte físico de numerário, à margem do sistema financeiro”.


Investigações

Após a situação, o STF determinou a avocação dessa investigação para o Supremo.

O ministro relator, Flávio Dino, deferiu mandados de busca e apreensão contra Cezinha, Valéria e a sociedade individual de advocacia dela, em São Paulo.

A PF cumpre outros três mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e em São Paulo, todos expedidos pelo STF.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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