Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

PF suspeita que Sóstenes forjou escritura de imóvel para justificar quase R$ 500 mil apreendidos

Corporação diz que escritura de venda de imóvel pode ter sido fabricada para justificar dinheiro apreendido com o deputado

Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Federal suspeita que o deputado Sóstene Cavalcante forjou a venda de um imóvel para justificar R$ 468,7 mil apreendidos.
  • A escritura do imóvel, supostamente vendida por R$ 500 mil, foi registrada após a apreensão do dinheiro.
  • Investigações indicam que o comprador não fez saques compatíveis com o valor, levantando suspeitas de negociação simulada.
  • Operação investiga possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo também o deputado Carlos Jordy.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sóstenes Cavalcante
PF apreendeu quase R$ 500 mil em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 30.6.2026

A Polícia Federal afirma ter encontrado indícios de que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a mulher dele e um advogado participaram de uma suposta tentativa de forjar a venda de um imóvel para justificar a origem dos R$ 468,7 mil apreendidos em espécie no quarto de um hotel utilizado pelo parlamentar, em Brasília, no fim do ano passado.

Segundo a investigação, a escritura pública apresentada pela defesa informa que o imóvel teria sido vendido por R$ 500 mil, pagos em dinheiro vivo em 24 de novembro de 2025. No entanto, o documento só foi registrado em cartório em 30 de dezembro, onze dias depois de a Polícia Federal encontrar o dinheiro escondido dentro de um guarda-roupa durante uma operação contra Sóstenes realizada em 19 de dezembro.


Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), a sequência dos fatos indica uma possível “tentativa de fabricar um lastro retroativo” para dar aparência de legalidade aos valores apreendidos. O R7 tenta contato com Sóstenes. O espaço segue aberto para manifestação.

A investigação também concluiu que o suposto comprador do imóvel não realizou qualquer saque bancário compatível com um pagamento de R$ 500 mil em espécie, reforçando a suspeita de que a negociação tenha sido simulada para despistar as autoridades.


As conclusões constam da decisão que embasou uma nova fase da operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (1º).

Embora Sóstenes não tenha sido alvo dos mandados desta etapa, agentes cumpriram buscas contra pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras do suposto esquema investigado.


A decisão que autorizou a nova etapa da operação traz novos detalhes da investigação que pesam contra o parlamentar. A Polícia Federal e a PGR apontam indícios de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com suspeitas de desvio da cota parlamentar.

A operação também apura o envolvimento do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.