PF suspeita que Sóstenes forjou escritura de imóvel para justificar quase R$ 500 mil apreendidos
Corporação diz que escritura de venda de imóvel pode ter sido fabricada para justificar dinheiro apreendido com o deputado
Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Federal afirma ter encontrado indícios de que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a mulher dele e um advogado participaram de uma suposta tentativa de forjar a venda de um imóvel para justificar a origem dos R$ 468,7 mil apreendidos em espécie no quarto de um hotel utilizado pelo parlamentar, em Brasília, no fim do ano passado.
Segundo a investigação, a escritura pública apresentada pela defesa informa que o imóvel teria sido vendido por R$ 500 mil, pagos em dinheiro vivo em 24 de novembro de 2025. No entanto, o documento só foi registrado em cartório em 30 de dezembro, onze dias depois de a Polícia Federal encontrar o dinheiro escondido dentro de um guarda-roupa durante uma operação contra Sóstenes realizada em 19 de dezembro.
Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), a sequência dos fatos indica uma possível “tentativa de fabricar um lastro retroativo” para dar aparência de legalidade aos valores apreendidos. O R7 tenta contato com Sóstenes. O espaço segue aberto para manifestação.
A investigação também concluiu que o suposto comprador do imóvel não realizou qualquer saque bancário compatível com um pagamento de R$ 500 mil em espécie, reforçando a suspeita de que a negociação tenha sido simulada para despistar as autoridades.
As conclusões constam da decisão que embasou uma nova fase da operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (1º).
Embora Sóstenes não tenha sido alvo dos mandados desta etapa, agentes cumpriram buscas contra pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras do suposto esquema investigado.
A decisão que autorizou a nova etapa da operação traz novos detalhes da investigação que pesam contra o parlamentar. A Polícia Federal e a PGR apontam indícios de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com suspeitas de desvio da cota parlamentar.
A operação também apura o envolvimento do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
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