PGR cobra esclarecimentos do STF sobre investigação da PF travada desde março
Processo envolve o pedido de informações financeiras sobre uma autoridade que tem direito a foro privilegiado

A PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento no qual cobra a Corte para saber o motivo de um pedido feito pela PF (Polícia Federal) em março deste ano ficar parado por seis meses em segredo de Justiça sem que o órgão fosse informado ou consultado.
A investigação envolve o pedido de informações financeiras sobre uma autoridade que tem direito a foro privilegiado.
Em março de 2026, a Polícia Federal pediu autorização para conseguir dados financeiros do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre essa autoridade.
O processo ficou paralisado no STF sem que a Procuradoria-Geral da República, que acompanha e faz as acusações no tribunal, soubesse que ele existia.
Mais cedo, o STF mandou retirar o segredo do processo, e só agora a PGR conseguiu saber do que se tratava.
Ao abrir o processo, a PGR viu que não existia nenhum registro de decisão e nem se a PF recebeu ou não as informações do Coaf.
Na prática, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, pediu formalmente que o gabinete do relator no STF responda a duas perguntas simples:
- O pedido da PF ficou mesmo sem nenhuma resposta desde março?
- Se o pedido foi aceito, onde estão os documentos do COAF? (E se eles já estão liberados para os ministros analisarem).
Quando investigações envolvem autoridades com foro privilegiado (como deputados, senadores ou ministros), qualquer pedido da polícia precisa passar pelo STF e pelo Ministério Público.
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